Ilia Topuria (28 anos) deixou de ser notícia pelos seus feitos desportivos nos últimos tempos, passando a sê-lo pelos problemas que a separação da sua ex-mulher Giorgina Uzcategui lhe tem causado.
O mais recente problema surgiu com uma notícia do El Mundo, que indicava que El Matador teria de comparecer no Tribunal de Violência sobre a Mulher Número 1, no próximo dia 7 de janeiro, para prestar declarações sobre a situação da filha em comum, de modo a esclarecer se a menor pode sair de Espanha.
Longe de o confirmar, o hispano-georgiano negou este sábado, através de um comunicado nas redes sociais, que tal convocatória seja verdadeira: "Ontem, um órgão de comunicação social divulgou uma notícia com um título falso, no qual se afirmava que tinha sido chamado a depor por violência de género. Esse título teve de ser alterado posteriormente por não corresponder à verdade, já que nunca fui chamado a depor por esse motivo".
Por outro lado, Topuria admitiu que havia alguma verdade no que foi publicado: "A verdade é que, devido ao funcionamento do sistema judicial, tenho de comparecer nesse tribunal, mas a convocatória está relacionada exclusivamente com uma questão familiar e administrativa ligada a uma viagem da minha filha para fora de Espanha, a quem não vejo há quatro meses, apesar de o ter tentado em várias ocasiões."
Comunicado de Ilia Topuria na íntegra
"Sempre me senti profundamente grato pelo tratamento respeitoso que recebi dos órgãos de comunicação social, que foram e continuam a ser uma parte importante do meu percurso ao longo destes anos.
Infelizmente, e contra a minha vontade, neste momento sou notícia por motivos que nada têm a ver com o desporto. Compreendo que, sendo uma figura pública, estou exposto a fake news e a títulos enganadores e sensacionalistas, criados apenas para gerar cliques sem se preocuparem com a verdade ou com as consequências.
Ontem, um órgão de comunicação social divulgou uma notícia com um título falso, no qual se afirmava que tinha sido chamado a depor por violência de género. Esse título teve de ser alterado posteriormente por não corresponder à verdade, já que nunca fui chamado a depor por esse motivo, algo que farei de bom grado quando for necessário. A verdade é que, devido ao funcionamento do sistema judicial, tenho de comparecer nesse tribunal, mas a convocatória está relacionada exclusivamente com uma questão familiar e administrativa ligada a uma viagem da minha filha para fora de Espanha, a quem não vejo há quatro meses, apesar de o ter tentado em várias ocasiões.
Assumo o preço da exposição pública, mas isso não justifica que se permita a divulgação de informações falsas sem verificação, que não se atenham aos factos, nem que se divulgue informação relativa a uma menor de idade que deve ser protegida. Tudo começou com um pedido de divórcio apresentado por mim, após semanas de negociação na sequência da nossa separação. Depois de recusar determinadas exigências económicas sem sentido, semanas mais tarde foi apresentada uma queixa por maus-tratos, algo com que já tinha sido ameaçado e que está a ser analisado pela justiça.
Continuo a confiar em Deus, na justiça e nas pessoas. Sei que a verdade prevalecerá e que em breve poderei recuperar uma das duas coisas mais importantes da minha vida, juntamente com o meu filho Hugo: a minha filha Giorgina.
Aos órgãos de comunicação social, peço apenas o mesmo respeito e rigor com que a maioria sempre me tratou... e que se atenham aos factos, porque a verdade só tem um caminho."
