Pimblett, favorito antes do combate, mostrou coragem, mas acabou superado pelo norte-americano, que aos 37 anos provou que o tempo ainda não o apanhou. Apesar de ambos os lutadores terem erguido os braços após o toque final, os três juízes atribuíram a vitória a Gaethje, que conquistou o cinturão interino pela segunda vez.
O natural de Liverpool obrigou Gaethje a um duelo incansável, trocando golpes até aos últimos segundos. Gaethje respondeu à altura, elevando o seu nível e puxando Pimblett para um combate que fez lembrar os seus melhores anos no octógono.
“O Paddy tem razão, os scousers (naturais de Liverpool, ndr) não sofrem nocautes. O meu treinador ficou claramente aborrecido comigo depois da primeira ronda, mas eu adoro isto. Por vezes é mesmo difícil controlar-me. Sabia que tinha de o obrigar a recuar. Ele é muito perigoso e tem um excelente tempo de reação. Tive de lhe roubar o ímpeto e a confiança", afirmou Gaethje no final.
O triunfo de Gaethje prepara um futuro confronto com o campeão ausente, Ilia Topuria, assim que este regressar da pausa por motivos pessoais. Pimblett, de 31 anos, aplaudiu o adversário quando foram anunciados os resultados, aceitando com dignidade a sua primeira derrota na UFC.
“Queria sair daqui com aquele cinturão. Sei o quão resistente sou e não preciso de o provar a ninguém. Acho que 48-47 foi uma pontuação justa. Ele acertou-me com um golpe ao corpo na primeira ronda e senti-o. Até esse momento, achava que estava a vencer a ronda", admitiu.
Na derrota, Pimblett voltou a usar a sua visibilidade para abordar a saúde mental, apelando aos homens para falarem abertamente sobre as suas dificuldades.
“Dois rapazes que conheço suicidaram-se nos últimos meses. Homens, falem. Não guardem os vossos sentimentos para vocês", vincou.
