O atleta de 25 anos completou os 10 quilómetros em Tallahassee, na Florida, com um tempo de 28 minutos e 18 segundos, seguido pelo etíope Berihu Aregawi, que terminou a 18 segundos, e pelo queniano Daniel Ebenyo, terceiro classificado com 28 minutos e 45 segundos.
Kiplimo tornou-se no quarto homem a vencer três títulos mundiais consecutivos em corta-mato, igualando o feito do etíope Kenenisa Bekele (2002-2006) e dos quenianos Paul Tergat (1995-1999) e John Ngugi (1986-1989).
"Estou muito feliz por ter vencido três vezes", celebrou Kiplimo.
"Acredito que se deve à consistência no treino. Também é uma questão de acreditar em nós próprios", acrescentou.
Kiplimo foi segundo na Maratona de Londres do ano passado, com um tempo de 2:03.37 horas, na sua estreia na distância dos 42 quilómetros. Depois, em outubro passado, venceu a Maratona de Chicago com a marca de 2:02.23.
O ugandês parece decidido a focar-se, daqui para a frente, na mítica distância.
"Talvez este seja o último (título em corta-mato) devido à maratona, porque vou estar a treinar para a maratona", afirmou.
Por sua vez, Agnes Ngetich, detentora do recorde mundial dos 10 quilómetros, conquistou o título na categoria feminina.
A queniana superou a ugandesa Joy Cheptoyek por 42 segundos, beneficiando da ausência da sua compatriota Beatrice Chebet, atual campeã olímpica e mundial dos 5000 m e 10000 m, que fez uma pausa no atletismo para se dedicar à maternidade.
Thierry Ndikumwenayo e María Forero foram os melhores europeus nas duas provas absolutas. O primeiro, campeão da Europa, terminou na oitava posição, o melhor resultado de um espanhol desde 1989. Por sua vez, Forero, campeã continental sub-23, foi 14.ª, o melhor resultado de uma espanhola desde 2003.

É ainda de salientar que as quatro equipas participantes, as duas seleções absolutas e as duas sub-20, terminaram o Mundial de corta-mato em posições de finalistas, algo que não acontecia desde 1996.

