A Grã-Bretanha foi avassaladora no sprint e os 4x100 metros mistos não foram exceção, com a particularidade de ter garantido a quarta medalha de ouro a Amy Hunt, velocista licenciada em Cambridge, e que já era rainha nos 100 e 200, bem como nos 4x100 femininos.
Jeremiah Azu, vice-campeão europeu dos 100 metros, Dina Asher-Smith, bronze nos 200, e Zharnel Hughes, prata nos 200 juntaram-se a Amy Hunt para fixar em 39,97 segundos o novo recorde da Europa nesta disciplina ainda jovem, à frente da Alemanha (40.11) e da Espanha (40.42), enquanto o quarteto português terminou em quinto, em 40,90.
Dina Asher-Smith, que também já tinha dois pódios, pois, além da dos 200 metros integrou a estafeta feminina, conquistou a sua 11.ª medalha europeia e torna-se, aos 30 anos, na atleta mais medalhada da história dos Campeonatos da Europa.
O bicampeão olímpico e tricampeão mundial Armand Duplantis é agora tetra europeu, vencendo o concurso com 6,15 metros, enquanto o grego Emmanouil Karalis, que tem sido o seu maior rival, se ficou pelos seis metros, tendo falhado uma tentativa aos 6.10, outra aos 6,15 e finalmente aos 6,20.
O sueco de 26 anos, que tem revelado alguns sinais de cansaço, prescindiu de tentar bater o seu recorde do Mundo, de 6,31 metros, na competição em que Pedro Buaró concluiu sem sexto, com 5,70 metros, a melhor classificação de sempre de um português na disciplina, superando o oitavo lugar de Edi Maia, em Zurique2014.
Na prova que decidia quem vencia o coletivamente por medalhas, a Itália conquistou, por escassos três centésimos de segundo, o seu primeiro título nos 4x400 masculinos, em 2.59,16 minutos, com Lorenzo Benati a aguentar o aperto final do britânico Charles Dobson, enquanto os Países Baixos ficaram com o bronze, a 33 centésimos.
Os Países baixos foram mais fortes nos 4x400 femininos, tornando-se tricampeões, com Femke Bol a cortar a meta em 3.21,10, 58 centésimos mais rápida do que a Grã-Bretanha, prata, enquanto a formação italiana levou o bronze, a 2,47 segundos.
Com este desempenho, a Itália somou 10 medalhas de ouro contra as nove de Grã-Bretanha, que teve mais oito de prata e duas de bronze, enquanto os transalpinos somaram ainda seis segundos lugares e outros tantos terceiros: Portugal, com uma prata e dois bronzes, foi 21.º entre os 25 países que conseguiram subir ao pódio.
Nos 1.500 metros, a britânica Georgia Hunter Bell confirmou o favoritismo e conseguiu o seu primeiro título, ganhando em 4.07,78, seguida da polaca Klaudia Kazimierska, com 4.08,80, enquanto Patrícia Silva levou o bronze, em 4.09,22, o terceiro pódio luso em Birmingham.
A quarta medalha portuguesa esteve à vista para Agate de Sousa, bronze em Roma-2024, porém, num concurso extremamente equilibrado, os 6,96 metros ficaram escassos dois centímetros aquém do bronze e três da prata.
A italiana Larissa Iapichino evoluiu da prata em Roma2024 para o título europeu, com 7,00 metros, mais um centímetro do que a britânica Jazmin Sawyers, segunda classificada (6,99), e mais dois do que a francesa Hilary Kpatcha (6,98), terceira.
Nos 3.000 metros obstáculos, o alemão Frederik Ruppert, que em maio bateu o recorde da Europa (7.57,80, que vigorava desde 2013), levou o ouro em 8.25,33 minutos, superando o luxemburguês Ruben Querinjean, por 28 centésimos, e o compatriota Karl Bebendorf, também bronze em Roma2024, por 1,32 segundos.
A croata Sara Kolak, campeã olímpica no Rio2016 e bronze europeu em Amesterdão-2016, lançou o dardo a 62,43 metros, mais longe do que a alemã Julia Ulbricht, com 61,53, num pódio que ficou completo com a sérvia Adriana Vilagos, que vinha de prata das duas edições anteriores, com 60,93.
