A atleta britânica de 23 anos, que conquistou o ouro nos Jogos de Paris-2024, retirou quase um segundo ao recorde mundial em pista coberta numa prova em Liévin, França, na quinta-feira.
Hodgkinson considera agora estar "mais próxima do que nunca" de baixar a marca dos 800 metros ao ar livre, que permanece imbatível há mais de 40 anos, desde que Jarmila Kratochvilova, da então Checoslováquia, registou um tempo de um minuto, 53,28 segundos, numa competição em Munique, em julho de 1983.
No entanto, a marca de Kratochvilova tem estado envolta em alegações de dopagem — todas negadas pela atleta — num contexto de relatos sobre doping patrocinado pelo Estado nos países do chamado "Bloco de Leste".

Hodgkinson não tem dúvidas quanto ao significado de superar o tempo de Kratochvilova.
"Acho que o recorde ao ar livre seria o verdadeiro selo de GOAT (melhor de sempre). É um recorde que dura há muito tempo e já passou muito tempo desde que alguém conseguiu aproximar-se dele. Acredito mesmo que é possível. É um recorde difícil e há uma razão para se manter há mais de 40 anos. É literalmente o recorde mais antigo em pista, por isso será uma conquista enorme chegar perto e, com sorte, batê-lo", afirmando à BBC.
"Sinto que nunca estive tão próxima. Acredito mesmo que podemos quebrá-lo, mas é preciso que muita coisa corra bem", acrescentou.
