Recorde aqui as incidências do encontro
Depois de uma primeira mão incendiada devido ao alegado caso de racismo de Prestianni com Vini Jr., o argentino foi baixa certa para o encontro, assim como José Mourinho que foi expulso e não pôde marcar presença no banco. Por outro lado, os pontos positivos foram os regressos de Dedic e Aursnes, assim como Dahl - em comparação com o último jogo -, e Ríos manteve-se no onze. Já os merengues sofreram um duro golpe com as ausências de Mbappé e Hjuisen, rendidos pelos jovens Raul Asencio e Gonzalo García.

O (erro) individual iguala o coletivo
Mal o apito soou, as águias entraram com os olhos postos na baliza de Courtois, que foi testado desde cedo por Leandro Barreiro e Rafa Silva, enquanto Vini Jr. - assobiado pelos adeptos encarnados - respondeu, mas uma entrada imponente de Otamendi evitou males maiores. Como é habitual em casos de coletivo contra individualidades, a boa entrada dos portugueses foi recompensada diante de uma defesa demasiado macia e apática.

Em 15 minutos, o Benfica percebeu o que podia explorar: triangulação sobre o lado direito com Ríos a aproveitar a linha defensiva totalmente desposicionada e lançar Pavlidis na profundidade, o grego cruzou de primeira para área, Asencio desviou para a própria baliza para uma grande defesa de Courtois, mas a bola caiu à mercê de Rafa, que só teve de empurrar para a baliza deserta.
No entanto, na ressaca dos festejos, Otamendi avançou com o esférico para junto do meio-campo e com um passe disparatado deixou a bola nos pés de Tchouaméni, que lançou rapidamente sobre a direita, Arda Guler estendeu para um cruzamento atrasado de Fede Valverde para a entrada da área, onde apareceu o próprio Tchouaméni, completamente sozinho, a rematar forte e colocado para restabelecer o empate. Foi o primeiro golo do internacional francês esta temporada.
Schjelderup tentou responder de imediato com uma excelente arrancada do lado esquerdo que não encontrou correspondência na pequena área. A partir daí, o Real Madrid quis acalmar o que tinham sido 20 minutos de alta intensidade. Pausou o jogo, com longas posses de bola, até arranjar espaços para desequilibrar. Aos 32', Vini Jr. trocou as voltas a Dedic, fugiu para a linha de fundo e cruzou para o segundo poste, Valverde amorteceu para um remate de Gonzalo García bloqueado por Trubin e Guler antecipou-se a Trubin para fazer a reviravolta... anulada prontamente por um fora de jogo milimétrico ao jovem avançado blanco.
Na resposta, Richard Ríos viu o cartão amarelo por uma entrada ríspida sobre Tchouaméni, mas logo a seguir quase recolocou o Benfica na frente, com um remate forte travado por Courtois. Uma primeira parte bem animada terminou com o último lance de relativo perigo a pertencer aos madrilenos, num remate de Guler que desviou em Otamendi. Ao intervalo, o plano de jogo inicial das duas equipas estava bem claro: os encarnados realizaram 46% dos ataques pelo lado esquerdo, assim como o Real Madrid, que preferiu a faixa ocupada por Vini Jr (42%).

Demasiado espaço para o baile
Sem alterações no regresso dos balneários, Alexander-Arnold apareceu completamente sozinho sobre a direita e cruzou rasteiro para a área, mas Fede Valverde e Gonzalo García chutaram o ar em vez de a bola. O lateral inglês apareceu minutos depois para dar um nó cego a Samuel Dahl no interior da grande área, antes de rematar rasteiro e cruzado com a bola a passar a centímetros do poste. Do outro lado, uma recuperação alta de Leandro Barreiro permitiu a Rafa Silva rematar de trivela à trave, depois de um desvio num defesa.
Outra recuperação em zona alta de Aursnes permitiu um remate de Pavlidis em zona central, prontamente bloqueado por Carreras a meias com Rudiger, antes de uma colisão entre Asencio e Camavinga causado muita preocupação, com o jovem defesa espanhol a sair de maca e com um colar cervical. Franco Mastantuono e David Alaba foram lançados do banco e o reatamento não foi simpático para o Benfica.

Vini Jr. ficou na frente à espera que algo caísse do céu e foi isso mesmo que aconteceu depois de um duelo a meio-campo ter sobrado para Valverde, que rapidamente o lançou em profundidade. Lado a lado com Otamendi, o brasileiro acelerou em direção à área e, descaído pela esquerda, fez um passe cruzado à baliza para bater Trubin.
Logo a seguir, um toque de calcanhar espetacular de Rafa levava a direção certa, mas um corte providencial de Álvaro Carreras evitou o empate na partida e impediu que o Benfica ganhasse ímpeto para procurar a reviravolta. Apesar dos nove minutos de descontos e de uma série de substituições, esse acabou por ser o último lance de perigo.
Depois de chegar à fase a eliminar depois de um triunfo épico sobre o Real Madrid no último segundo, o Benfica cai no play-off da Liga dos Campeões, numa eliminatória manchada pelo caso Vini Jr., que acabou por ser o homem decisivo ao anotar dois golos na eliminatória. A história dos blancos com os portugueses pode não ficar por aqui, já que podem enfrentar o Sporting (ou Manchester City) nos oitavos de final.
Melhor em campo Flashscore: Fede Valverde (Real Madrid).

