“Claro que foi um pouco desapontante para mim. Isto apesar de eu saber que corri em 56 minutos, porque usei o meu corpo, a minha energia e a minha preparação. Fiquei irritado, às vezes dececionado, mas temos de aceitar. Eu tive de aceitar”, admitiu o atleta, de 25 anos, em declarações à agência Lusa.
Jacob Kiplimo cumpriu os 21,0975 quilómetros da Meia Maratona de Barcelona, em Espanha, em 16 de fevereiro de 2025, em 56.42 minutos, uma marca nunca homologada pela World Athletics por alegadamente ter sido beneficiado pelo carro marcador de ritmo que o precedia.
Falhado o assalto ao recorde do etíope Yomif Kejelcha, que em 27 de outubro de 2024, na cidade espanhola de Valência, tinha tirado um segundo ao seu recorde do mundo (57.31), que lhe valeram a vitória na 30.ª edição da ‘meia’ lisboeta.
“Primeiro que tudo, estou feliz por regressar a Lisboa. Sinceramente, eu venho para testar o meu corpo, para ver se a minha preparação está a correr bem. O meu objetivo é a Maratona de Londres, mas, mesmo assim, espero fazer o meu melhor no domingo”, vincou.
Kiplimo detém três das cinco melhores marcas de todos os tempos e cinco entre as 20, pelo que o seu melhor será sempre abaixo do recorde mundial.
Em Lisboa, vai contar com a presença do irmão Oscar Chelimo, de 24 anos, medalha de bronze nos 5.000 metros dos Mundiais Oregon-2022.
“Estou feliz por podermos correr juntos, acho que vai ser uma meia maratona fácil e espero que lhe corra bem”, referiu.
Focado na Maratona de Londres, onde, em 26 de abril, é cartaz juntamente com Kejelcha e o também etíope Tamirat Tola e com o seu compatriota Joshua Cheptegei, Kiplimo promete dar luta.
“Londres vai ser a minha terceira maratona e eu aprendi muito desde a primeira. Eu vou sempre à procura de mais. Nunca tenho medo de ninguém e sei que me vou sair bem”, afiançou.
O regresso a Lisboa acaba por servir de preparação e também motivação.
“Claro, para mim, voltar aqui, onde a minha carreira começou, lembro-me sempre de que foi aqui que bati o recorde do mundo. Cruzar aquela meta, diz-me que esta é a minha segunda casa, porque me lembro sempre do que fiz e do ambiente, de todas aquelas pessoas a apoiarem. É por isso que amo Lisboa”, concluiu Kiplimo.
Além de Kiplimo, no domingo, às 09:30, vai também alinhar à partida a recordista feminina da prova lisboeta, a etíope Tsigie Gebreselama, vencedora em 2025, em 1:04.21 horas.
O recorde mundial feminino está na posse da etíope Letesenbet Gidey, que cumpriu a distância, também em Valência, mas em 2021, em 1:02.52.
