“A expectativa é que cada um melhore as suas marcas do ano e através disso, conseguir qualificações para as provas internacionais”, disse à agência Lusa Paulo Murta, responsável técnico da seleção nacional.
Em Brasília, Portugal conta com cinco atletas em competição: Joana Pontes, Vitória Oliveira e Isabel Luís (sub-20), em femininos, e Eduardo Camarate e João Vieira, em masculinos.
“A minha expectativa é fazer um bom resultado dentro das minhas possibilidades. O bom resultado é ficar na primeira metade da classificação e sentir-me bem durante a competição”, disse à Lusa João Vieira, que soma seis presenças em Jogos Olímpicos.
Aos 50 anos, o marchador assumiu a vontade de superar as próprias marcas: “O segredo de ser o atleta mais velho desta seleção é querer (...) ser o melhor atleta português de sempre, e continuar a bater recordes nacionais e ser campeão nacional, com objetivo de 2028 de ir aos Jogos Olímpicos de Los Angeles”.
Embora a delegação portuguesa não possua equipas completas para pontuar coletivamente em todas as categorias — o que exigiria um mínimo de três atletas por prova —, Portugal trouxe os seus melhores nomes individuais da atualidade para competir em Brasília, garantiu Paulo Murta.
Lembrando que Portugal “já foi uma potência mundial na marcha atlética”, tendo conquistado títulos coletivos femininos, Paulo Murta referiu que a competição se insere na preparação do ciclo olímpico, e assumiu a vontade de “fomentar o aparecimento de novos talentos” para que o país volte ao topo do mundo em três ou quatro anos.
O clima da capital brasileira é apontado, por Paulo Murta, como o maior desafio físico para os marchadores na competição de domingo: “A temperatura, por mais que nos preparemos, é uma incógnita muito grande”.
O responsável técnico descreveu a “combinação de calor e humidade” como “agressiva” para a modalidade, explicando que esta exige estratégias rigorosas de hidratação e o uso de acessórios como chapéus e bolsas de gelo no pescoço.
A previsão do tempo para o dia da competição é de sol com muitas nuvens na parte da manhã e chuva forte à tarde - com os termómetros a registarem máximas de 26 graus.
Segundo Paulo Murta, a preparação em Portugal antes da competição no Brasil, incluiu métodos específicos para lidar com essas condições, como o uso de saunas e treinos em regiões mais húmidas do país.
Os resultados obtidos em solo brasileiro servirão para qualificar os marchadores para o Campeonato da Europa, que será realizado em na cidade inglesa de Birmingham em agosto, onde a meta é a conquista de novos recordes nacionais masculinos e femininos.
O campeonato do Mundo de equipas de marcha, que pela primeira vez se disputa no hemisfério Sul, junta mais de 300 atletas, de 40 países, e tem como novidade a estreia de novas distâncias: maratona (42,195 km) e meia maratona (21,097 km).
