“É algo que trabalhamos há muitos anos, não tem acontecido, mas, quando damos o nosso melhor, somos tão bons ou melhor do que os outros. É nisso que temos de acreditar, trabalhar com esse espírito. Quando estamos bem, tudo é possível”, defendeu.
Numa corrida disputada num frio final de tarde, além de Rui Pinto, contribuíram para o título nacional do Sporting o vencedor da corrida hoje disputada – o queniano Charles Rotich – e ainda Hélio Gomes e Duarte Gomes, quinto e sexto classificados, respetivamente.
O Benfica não conseguiu chegar ao 10º título nos 10 km de estrada, quedando-se pelo segundo lugar, com o terceiro posto absoluto a ser ocupado pelo SC Braga.
No setor feminino, Mariana Machado (SC Braga) sofreu, especialmente no último quilómetro, para levar de vencida Mariana Vargem (Ludens Clube Machico), mas acabaria por se impor à triatleta madeirense e garantir um quinto campeonato nacional, o quarto consecutivo, numa prova que classificou como exigente.
“Foi uma prova exigente, principalmente depois de no fim de semana passado ter feito uma prova extremamente rápida, (quando bateu o recorde nacional, que já lhe pertencia, em Valência, Espanha), custou um bocadinho recuperar. Confesso que aquele último quilómetro foi um bocadinho doloroso, mas estou feliz por vencer e por ter contribuído para o título da equipa”, enfatizou Mariana Machado.
A atleta bracarense admitiu que Mariana Vargem foi uma adversária complicada de derrotar, assinalando que os atletas de triatlo têm uma excelente capacidade de 'endurance'.
“Ser campeã nacional nunca pode ser algo fácil, é sempre algo que exige muito de nós. E, lá está, no último quilómetro, exigiu que eu fizesse ali uma mudança, para conseguir deixar a Mariana um pouco para trás”, explicou Mariana Machado.
Coletivamente, no setor feminino, o SC Braga venceu, na Figueira da Foz, os Nacionais de estrada pelo terceiro ano consecutivo, superiorizando-se a Sporting e Beira-Mar (Aveiro), clubes que terminaram empatados em pontos no segundo lugar.
