“Foi incrível, o resultado. Fiquei, obviamente, muito feliz. Ainda por cima no salto em comprimento, a disciplina que era a minha, aquela que eu mais gostava. Fiquei mesmo muito feliz, acho que isso comprova que Portugal tem ótimos atletas, muitas qualidades, treinadores fantásticos, por isso é só mais uma prova que estamos no bom caminho”, vincou.
Em declarações à Lusa, a campeã do mundo em pista curta em Valência-2008 comentou os feitos de Agate de Sousa, campeã em 6,92 metros, enquanto Gerson Baldé levou o ouro em 8,46 metros.
“É sinal de que o atletismo português não está estagnado. Esteve há algum tempo, mas agora é sinal de que temos atletas fantásticos, femininos e masculinos”, complementou.
Naíde Gomes destacou igualmente a “promoção da disciplina e da modalidade” que estes resultados conseguem, considerando que pode ser fonte de inspiração para os jovens.
Quanto ao futuro, tendo em conta que em 2028 se realizam os Jogos Olímpicos, em Los Angeles, Naíde Gomes perspetiva que ambos podem levar Portugal a resultados honrosos.
Assume que conhece melhor o trabalho de Agate de Sousa, elogiando o seu “talento”, nomeadamente a sua “capacidade incrível de saltos, bem como a técnica fantástica”.
“Sempre disse que se alguém batesse o meu recorde nacional seria ela. Fico muito feliz pelo seu resultado, está a criar a sua própria história e isso é bom”, elogiou.
Quanto a Gerson Baldé, que não conhece pessoalmente, falou em “talento fora de série”, bem como numa “evolução fantástica”.
“Que os deixem treinar a sonhar alto”, sentenciou.
Em Torun, Portugal conquistou, pela primeira vez, três medalhas numa edição dos Mundiais 'indoor', estas duas de ouro, bem como a prata de Isaac Nader, nos 1.500 metros.
O histórico luso aumenta assim para um total de 20 metais, sete dos quais de ouro.
