Síntese dos Mundiais de Atletismo: Devynne Charlton iguala recorde, Portugal brilha com dois ouros

Devynne Charlton igualou recorde nos 60 metros barreiras
Devynne Charlton igualou recorde nos 60 metros barreirasREUTERS/Aleksandra Szmigiel

A atleta das Bahamas Devynne Charlton foi a estrela no último dia dos Mundiais em pista curta Torun 2026, na Polónia, que proporcionou dois títulos a Portugal, conquistados por Agate Sousa e Gerson Baldé, no salto em comprimento.

Charlton sagrou-se campeã dos 60 metros barreiras, com o tempo de 7,65 segundos, igualando o recorde mundial da distância, que tinha estabelecido há dois anos, em 03 de março de 2024, em Glasgow, precisamente na final dos Mundiais de pista curta que se disputaram nesta cidade escocesa.

Se o título conquistado pela atleta das Bahamas está longe de constituir uma surpresa, o triunfo de Gerson Baldé no salto em comprimento não poderia ser mais inesperado. O português lançou-se para a liderança do concurso na sexta e última tentativa, com um salto de 8,46 metros, que constitui novo recorde nacional e melhor marca mundial do ano.

O dia já tinha começado da melhor forma para a representação portuguesa, com a vitória de Agate Sousa na final direta da mesma especialidade, mas no setor feminino, reeditando o feito de Naide Gomes, campeã em Valência 2008, com um salto de 6,92 metros, na quinta tentativa.

As duas medalhas de ouro conquistadas este domingo, às quais se junta a de prata de Isaac Nader, nos 1.500 metros - algo que nunca tinha acontecido -, colocaram Portugal quarto lugar do medalheiro, a par da Ucrânia e apenas atrás dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, que alcançaram cinco e quatro ouros, respetivamente.

As estafetas de 4x400 metros revelaram-se decisivas para que os norte-americanos ascendessem ao topo do quadro de medalhas, uma vez que se impuseram no setor masculino, com um novo recorde dos campeonatos, cifrado agora em 3.01,52 minutos, e no feminino, com o tempo de 3.25,81.

Antes, o compatriota Cooper Lutkenhaus tinha vencido a final dos 800 metros, com a marca de 1.44,24 minutos, mas isso não impedia que, à entrada para as duas últimas provas dos Mundiais de pista curta, os Estados Unidos estivessem atrás da Grã-Bretanha, que também conheceu uma jornada muito produtiva.

A britânica Keely Hodgkinson, campeã olímpica dos 800 metros, confirmou o favoritismo com a obtenção de um novo recorde dos campeonatos, ao correr a distância em 1.55,30 minutos, muito perto do recorde mundial (1.54,87), que estabeleceu há um mês, em Lievin, na França.

A compatriota Georgia Hunter Bell impôs-se na final dos 1.500 com a melhor marca mundial do ano (3.58,53) e a prova do salto com vara também terminou com festejos britânicos, na sequência da vitória de Molly Caudery, com um salto de 4,85 metros.

O neozelandês Tom Walsh sagrou-se campeão do mundo do lançamento do peso pela quarta vez, com a marca de 21,82 metros, reeditando os êxitos de 2016, 2018 e 2025, enquanto o espanhol Mariano García foi o melhor nos 1.500 metros (3.39,63 minutos) e a neerlandesa Sofie Dokter venceu o pentatlo, com 4.888 pontos, melhor marca mundial da época.