Síntese dos Mundiais de Atletismo: Portugal é rei do salto em comprimento e vice nos 1.500 metros

Gerson Baldé arrecadou medalha de ouro no salto em comprimento
Gerson Baldé arrecadou medalha de ouro no salto em comprimentoREUTERS/Aleksandra Szmigiel

Portugal impôs-se no salto em comprimento dos Mundiais de atletismo em pista curta Torun 2026, ao arrebatar as medalhas de ouro por Agate Sousa e Gerson Baldé, enquanto Isaac Nader se quedou pela prata nos 1.500 metros.

Isaac Nader chegou à 21.ª edição dos Campeonatos do Mundo com o título absoluto conquistado em Tóquio 2025, acabando por secundar o espanhol Mariano García na prova de meio-fundo, após, segundo o próprio, ter cometido “dois ou três erros”, que pagou com a prata.

O detentor da melhor marca da temporada entre os finalistas (03.32,44 minutos) terminou no segundo lugar, em 03.40,06, atrás do campeão mundial dos 800 metros em Belgrado 2022 (03.39,63), enquanto o australiano Adam Spencer terminou no terceiro posto (03.40,26).

Agate Sousa e Gerson Baldé selaram o domínio luso no salto em comprimento, com a atleta natural de São Tomé e Príncipe a vencer com 6,92 metros, na sua quinta tentativa, superando a italiana Larissa Iapichino (6,87, no último salto), campeã da Europa em pista coberta, e relegando para o terceiro lugar a colombiana Natalia Linares (6,80).

Por fazer, segundo a atleta do Benfica, terceira classificada nos Europeus ao ar livre Roma 2024, que tem como recorde pessoal os 7,03 metros alcançados em 2023, ainda como são-tomense, ficou o recorde nacional, os 7,00 da sua referência Naide Gomes.

Já Gerson Baldé arrumou essa questão com o voo final a 8,46 metros que decidiu a final vespertina, relegando o Italiano Mattia Furlani, campeão em título e vice em 2024, e búlgaro Bozhidar Sarâboyukov, do campeão da Europa em Apeldoorn 2025, para os restantes lugares do pódio, com 8,39 e 8,31, respetivamente.

A jornada lusa ficou ainda marcada pela atribulada final da estafeta masculina 4x400 metros, com o empurrão sofrido por Pedro Afonso e a pisadela por Ericsson Tavares, que deixou o conjunto nacional no quinto lugar, em 03.08,34 minutos, depois de, nas eliminatórias, ter estabelecido o recorde nacional em 03.04,75.

Igualmente recordista, mas sem final, ficou o quarteto feminino dos 4x400 metros, com os 03.31,37 conseguidos por Sofia Lavreshina, Fatoumata Diallo, Clara Martinha e Carina Vanessa.

Pelas eliminatórias ficou também Jéssica Barreira, com o modesto 45.º tempo entre as 47 presentes nos 60 metros barreiras (8,29 segundos).