Mario Balotelli está pronto para virar a página e iniciar um novo capítulo na sua carreira. O avançado, de 35 anos, foi abordado no aeroporto pouco antes de embarcar para o Dubai, onde o Al Ittifaq o espera para uma nova aventura longe de Itália.
Esta viagem marca o início de um desafio que Super Mario abraça com entusiasmo e leveza. “É um bom projeto, lá está calor e aqui está frio, por isso estou ansioso por chegar. Ainda sou melhor do que os outros”
Balotelli confirmou que surgiram algumas oportunidades no futebol italiano nas últimas semanas: “Recebi algumas chamadas de Itália, tentámos negociar mas não chegámos a acordo. Acho que o futebol mudou, há outros jogadores e é justo dar-lhes espaço, eu tenho 35 anos“.
A saída do Génova
Os pensamentos de Balotelli também regressam à sua última passagem pela Serie A, no Génova, e à seleção italiana. “Desejo o melhor ao Gattuso, apanhou uma situação complicada mas ele é alguém combativo que leva tudo até ao fim. Génova? Decidiram contratar um treinador com quem não tinha grande relação. Se não tivessem tomado essa decisão, ainda estaria lá“.
Não podia faltar uma referência à luta pelo Scudetto e aos laços afetivos com os grandes clubes italianos. “Milan e Inter estão no meu coração, o problema é que não consigo escolher. Nem com o Nápoles, senão a minha filha matava-me. O Inter tem algo a mais, mas o Milan não deve ser subestimado. Se uma das duas vencer, fico contente na mesma. Em Itália há muitos jovens de qualidade, quando digo que sou o melhor estou a brincar, mas se recuperar 100% da minha forma continuo num nível elevado“.
Olhando para o futuro do futebol italiano, Balotelli aponta também um possível sucessor: “É difícil encontrar em Itália jogadores com 20 anos como eu era. Atribuo muita responsabilidade ao Pio Esposito, pode ter sucesso. Se mudaria algo olhando para trás? Não. O Chivu é um rapaz fantástico, foi uma honra ter jogado com ele. Está a mostrar que é um grande treinador, além de ter sido um grande jogador“.
Por fim, um olhar para o futuro, quando as chuteiras podem ser penduradas para dar lugar a outra carreira no futebol: “Eu treinador? À medida que vou envelhecendo, tenho pensado nisso, mas se me calhar alguém com o meu feitio... o que faço depois?".
