José Leite (treinador do Quinta dos Lombos):
“Mais emoção não pode haver: dois prolongamentos, chances para as duas equipas.
Acabámos não por ser felizes na última bola, mas foi um bom jogo e as duas equipas estavam bem se ganhassem. Ganhou o Benfica, parabéns.
Foram os detalhes (a decidir o jogo). No primeiro prolongamento, nós tínhamos o jogo controlado e fizemos um ou outro erro. Eles acontecem. E depois, o jogo foi muito disputado, com as equipas cansadas, a superarem-se com dificuldade”.
Eugénio Rodrigues (treinador do Benfica):
“Foi um jogo muitíssimo equilibrado, de altos e baixos, com equipas muitíssimo niveladas. São de facto muito próximas. Diferentes, mas muito próximas.
Gerimos mal os últimos 20 segundos (do tempo regulamentar). Tínhamos o jogo ‘na mão’ e deixámo-lo fugir naquela altura. No basquetebol, como em tudo na vida, não estamos sempre impecáveis, temos os nossos momentos menos bons e é preciso dar um passo em frente.
No prolongamento, não entrámos bem, claramente acusámos emocionalmente essa pior fase no último quarto. E depois, um misto de felicidade, um misto de ir à procura da felicidade, um misto de alma. São mulheres à Benfica.
Caiu para o nosso lado, podia ter caído para o adversário, muito sinceramente. Foi tão nivelado. Fica-nos bem ganhar, mas também não teria ficado mal se o Lombos ganhasse.
Tínhamos perdido a Supertaça com esta equipa, tínhamos perdido a Taça de Portugal no ano passado, mas não vamos tirar da equação outras equipas, como o Imortal, o Sporting ou o Sportiva. É uma Liga muitíssimo equilibrada. Temos de trabalhar ‘prego a fundo’, senão podemos ter dissabores”.
Letícia Soares (jogadora do Benfica):
"(Momento da decisão) São coisas que treinamos todos os dias e, quando chegam este tipo de momentos, temos de estar de cabeça fria para poder decidir as coisas.
Com Benfica e Lombos, podem apostar que os jogos vão ser sempre assim (muito nivelados), porque está uma grande equipa do outro lado.
Este ano, a Liga está muito competitiva e os jogos vão ser assim. Os Lombos estão sempre na luta. Não podemos ‘dormir’, e vamos ter de estar atentas até ao fim”.
