Trapani foi oficialmente excluído do campeonato da Serie A de basquetebol. A decisão foi tomada pelo Juiz Desportivo com base no relatório do procurador federal adjunto, após o insólito jogo da última jornada da primeira volta frente ao Trento, que durou apenas quatro minutos. O fundamento da decisão remete para o “princípio da lealdade desportiva”.
O clube siciliano já tinha sido penalizado com uma sanção de 10 pontos e, nos últimos jogos, apresentou-se em campo apenas com três jogadores seniores acompanhados por elementos do escalão de formação, uma situação que deixou todo o basquetebol italiano em grande embaraço.
Ao justificar a exclusão, o Juiz Desportivo referiu “uma clara distorção da igualdade competitiva entre as equipas em campo”, provocada pelo facto de o Trapani Shark ter alinhado com uma formação “manifestamente incapaz de competir com o adversário”, apenas para cumprir formalmente o jogo e evitar uma segunda desistência, o que implicaria a retirada definitiva do campeonato. Por este motivo, o encontro – que terminou aos 5’49’’ do primeiro período devido à inferioridade numérica – foi equiparado a uma verdadeira desistência.
Com a exclusão, todos os atletas inscritos pelo clube ficam livres. Em termos estruturais, o campeonato passa de 16 para 15 equipas, com menos uma descida da Serie A1 para a A2 e já com uma subida garantida no final da época à A2. No imediato, todos os resultados obtidos frente ao Trapani são anulados, levando à perda dos pontos na classificação para as equipas que tinham vencido os sicilianos.
Por fim, como previsto no regulamento, à exclusão do campeonato junta-se uma multa de 600 mil euros.
