Com base numa vasta gama de critérios, até 14, definidos pelo próprio Departamento de Arbitragem da organização, a inteligência artificial aplica-os e estabelece, à partida, as designações mais adequadas para cada jogo.
Entre esses critérios incluem-se a hierarquia da arbitragem, critérios desportivos, o calendário da competição, as nomeações anteriores, a carga de trabalho, o contexto do jogo, a combinação de nacionalidades e a repetição de equipas.
"A tecnologia dá-nos a oportunidade de levar o processo de designação dos árbitros a outro nível, permitindo-nos analisar uma grande quantidade de informação e aplicar um conjunto coerente de critérios a cada jogo", afirmou Daniel Hierrezuelo, diretor de arbitragem da Euroleague Basketball.
O antigo árbitro espanhol destacou que a intenção é "utilizar a inovação para apoiar o trabalho dos nossos árbitros, otimizar a distribuição das nomeações e a carga de trabalho ao longo da época, e garantir que todos os fatores relevantes são tidos em conta na formação de cada equipa de arbitragem".
Este novo sistema, que já foi implementado na primeira jornada da época europeia, "foi concebido para promover uma distribuição equilibrada das nomeações de árbitros, mantendo, ao mesmo tempo, os mais elevados padrões de coerência, transparência e imparcialidade".
