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Basquetebol: Declarações dos treinadores após o FC Porto-Benfica (93-86)

Fernando Sá, treinador do FC Porto
Fernando Sá, treinador do FC PortoFC Porto

Declarações em conferência de imprensa após o jogo FC Porto–Benfica (93-86), da segunda jornada da fase regular do campeonato nacional de basquetebol, realizado hoje no Pavilhão Dragão Arena, no Porto:

Recorde as incidências da partida

Fernando Sá (treinador do FC Porto): 

"Estávamos a chegar dois segundos atrasados a todas as ações. Em termos de movimentação, estava tudo a correr normalmente, mas com muito pouca intensidade.

Quando começámos a corrigir e a perceber que esse seria o caminho, todas as áreas do jogo acabaram por inverter o sentido, e tudo o que foi vantagem para o Benfica, principalmente no primeiro período, passou a ser vantagem para nós.

Acho que aumentámos a eficácia ofensiva e isso deu-nos muita força e motivação para estarmos mais concentrados em termos defensivos. Eu não gosto. Gostava que fosse o contrário, gostava que fosse a defesa a tentar provocar reações ofensivas, mas é assim em todo o lado. Em termos ofensivos, mas neste momento penso que é aqui e em qualquer lado do mundo.

Sabemos também que o Benfica vem de uma situação complicada (equipa retida em Amesterdão em dias anteriores ao jogo). O facto de terem ficado sem condições para preparar este jogo, pelo menos nas mesmas condições que nós, obviamente que prejudica. Certamente também não estaria satisfeito. O nosso calendário é apertadíssimo, ficou impossível arranjar nova data.

No ano passado, tínhamos não sei quantas derrotas e fomos campeões, este começo tem zero significado. A única vitória com significado foi frente ao Sporting porque nos garantiu um título (Supertaça).

Ainars Bagatskis (treinador do Benfica):

"Antes de mais, estes são sempre grandes jogos. Mesmo antes de começar a trabalhar no Benfica, já sabia que os jogos entre Benfica, FC Porto e Sporting são sempre grandes jogos, independentemente da posição das equipas, do momento de forma ou dos títulos que tenham conquistado. São sempre batalhas.

Antes do jogo, perguntava-me como a equipa iria reagir durante o jogo porque sabia que iríamos começar bem. Não nos preparámos para este encontro como habitualmente. Estivemos num aeroporto em Amesterdão e demorámos mais de 34 horas a regressar a Portugal.

Quanto ao FC Porto, não há segredos. É uma equipa que depende muito dos lançamentos de três pontos. De alguma forma, conseguimos controlar os lançamentos de três pontos durante os primeiros dois períodos, mas, à medida que o jogo avançou, percebemos que a nossa intensidade física e agressividade estavam a diminuir.

Uma das razões foi, provavelmente, o cansaço, porque tivemos um período de recuperação muito curto depois do jogo anterior, há quatro dias, na Dinamarca.

E tenho de dizer que, desde o meio do terceiro período até ao final do encontro, jogámos um basquetebol demasiado simpático e suave. É das piores coisas que costumo dizer sobre uma equipa.

Se queremos ser uma equipa que luta por títulos e que compete contra equipas de grande nível, como acontece na Europa, temos de lutar em todos os momentos. Não apenas quando estamos frescos. Não podemos ser passivos em campo".

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