Recorde as incidências do encontro
As águias começaram por construir uma vantagem confortável, muito por culpa da inspiração de Broussard e da maior eficácia ofensiva, perante um FC Porto que insistia no tiro exterior sem grande sucesso. No final do primeiro quarto, os dragões somavam apenas um triplo em nove tentativas e o Benfica aproveitou para liderar o marcador (13-20).
No entanto, a equipa de Fernando Sá reagiu e foi crescendo com o passar dos minutos. Mais agressivo na defesa e assertivo na gestão das posses, o FC Porto encurtou distâncias de forma consistente, beneficiando também de um período de menor clarividência do Benfica, que chegou a estar bastantes minutos sem marcar - os dragões registaram um parcial de 11-0 nessa fase da partida.
A recuperação portista ganhou ainda mais força com a entrada em cena de Allen, que completou a reviravolta com um triplo. Do lado encarnado, Broussard continuou a ser a principal figura, mantendo o Benfica na discussão mesmo quando a equipa atravessava fases de menor eficácia.
Antes do intervalo, e após o desconto de tempo solicitado por Fernando Sá, o FC Porto voltou a passar por uma fase de menor acerto e Broussard, com um triplo, recolocou o Benfica na liderança do marcador. As águias terminaram a primeira parte num melhor momento, com um parcial de 10-0, e foram para os balneários com quatro pontos de vantagem (34-38).

A segunda parte manteve o guião, com o terceiro período a arrancar com a reação portista. Depois de um primeiro tempo em desvantagem, o FC Porto chegou rapidamente aos primeiros pontos, com Allen a voltar a assumir protagonismo ao converter um triplo que voltou a colocar os dragões na frente.
Ainda assim, o Benfica respondeu à altura. José Silva destacou-se com dois triplos consecutivos que anularam a vantagem portista e devolveram o empate ao marcador. Dziewa, da linha de lance livre, voltou a colocar as águias na frente, numa fase em que nenhuma das equipas conseguia descolar no marcador.
No entanto, o FC Porto encontrou em Robbie Beran uma arma decisiva. O norte-americano acertou dois triplos importantes que galvanizaram os azuis e brancos e ajudaram a cavar uma curta vantagem.
Do lado encarnado, a resposta continuou a surgir sobretudo da linha de lance livre e a equipa da casa foi para o derradeiro quarto com a vantagem de um ponto (56-55), mas entrou mal na fase decisiva do jogo, até porque Jhonathan Dunn, que tinha um total de zero pontos ao fim de 30 minutos, converteu 13 em menos de cinco minutos e criou a maior diferença de toda a partida (78-64) depois de uma jogada de quatro pontos, ao converter um triplo e um lance livre.
Depois de tantas alterações no marcador, o momento de Dunn acabou por decidir a partida. Apesar de uma pausa por problemas no marcador do pavilhão, o Benfica não conseguiu reencontrar-se e perdeu mesmo pela segunda vez no campeonato depois de um parcial de 32-17.

