Dez dias após assinar pela Universidade de Baylor, o poste de 2,13m (Nnaji) disputou o seu primeiro jogo universitário pelos Bears num desaire por 69-63 em casa da Universidade Cristã do Texas.
Nnaji, vaiado pelos adeptos do TCU sempre que tocava na bola durante pouco mais de 16 minutos em campo, converteu 2 em 3 lançamentos de campo e 1 em 2 da linha de lance livre, somando cinco pontos, quatro ressaltos e uma assistência para a equipa de Waco, Texas.
Nnaji representava o Barcelona desde 2020, tendo jogado pela equipa na Euroliga e sido emprestado a clubes espanhóis e turcos.
Foi escolhido pelo Detroit na 31.ª posição do Draft da NBA de 2023 e participou em jogos da Summer League, mas nunca chegou a atuar numa partida oficial da NBA. Os direitos de Nnaji foram trocados para o Charlotte, que os cedeu em 2024 ao New York numa troca a três equipas que levou Karl-Anthony Towns para os Knicks.
A National Collegiate Athletic Association (NCAA) aprovou a inscrição de Nnaji por este cumprir os regulamentos, não tendo jogado na NBA nem por outra universidade, e estando dentro do prazo de cinco anos após terminar o ensino secundário.
Três antigos jogadores da G-League, liga de desenvolvimento da NBA, também foram autorizados a jogar por universidades esta época, mas há receio de que Nnaji possa iniciar uma tendência de contratações de profissionais a meio da época universitária.
Apesar de os responsáveis da NCAA garantirem que jogadores com contratos assinados na NBA não serão elegíveis, a questão poderá acabar por ser decidida em tribunal.
As universidades tornaram-se uma opção cada vez mais atrativa nos últimos anos com o surgimento dos acordos NIL — direitos de nome, imagem e semelhança para patrocínios, que podem superar alguns contratos profissionais.
O treinador do Hall of Fame Tom Izzo, que orienta o Michigan State há 30 anos, foi um dos vários treinadores universitários a criticar a contratação de Nnaji.
"Agora estamos a aceitar jogadores que foram escolhidos no Draft da NBA. Se é este o caminho, vergonha para a NCAA", afirmou Izzo: "Vergonha também para os treinadores. Mas vergonha para a NCAA, porque os treinadores vão fazer o que têm de fazer."
O treinador dos Baylor, Scott Drew, revelou ter falado com Izzo sobre a situação, classificando a conversa como "excelente" com um treinador que respeita.
"A maioria dos treinadores está 99% alinhada sobre o que gostaríamos de ver implementado no nosso desporto," disse Drew: "Ao mesmo tempo, pelo que sei, até chegarmos a uma negociação coletiva, não creio que consigamos criar regras consensuais e exequíveis. Até lá, penso que todos temos de estar prontos para nos adaptar ao que surgir."
Para já, o que Baylor tem em campo é um jovem com vasta experiência internacional e a oportunidade de se destacar num palco privilegiado para talentos da NBA.
"O James é um jovem jogador muito talentoso, com imenso potencial, e estamos entusiasmados por recebê-lo na família Baylor," afirmou Drew: "Sempre que se integra alguém no plantel a meio da época, é necessário um processo de adaptação, mas sabemos que o James fará tudo para que a transição seja o mais natural possível. O nosso foco imediato é ajudá-lo a dar cada passo de forma segura, para garantir que é o melhor tanto para ele como para a equipa quando puder entrar em campo."
