NBA: Wembanyama espera que "orgulho" torne o All-Star Game mais interessante

Victor Wembanyama em conferência de impresa
Victor Wembanyama em conferência de impresaREUTERS

O francês Victor Wembanyama, titular pela segunda vez no All-Star Game, acredita que o "orgulho" dos jogadores norte-americanos e estrangeiros deve ajudar a dinamizar o evento e o seu novo formato, conforme explicou este sábado.

Para dar um novo impulso ao seu tradicional evento anual, que tem perdido algum fulgor nos últimos anos, a NBA decidiu colocar "os Estados Unidos contra o mundo", num mini-torneio com três equipas: duas compostas por jogadores locais e uma formada por estrangeiros.

Wembanyama, que vai jogar ao lado de Luka Doncic e Nikola Jokic na equipa "mundo", manifestou a sua vontade de atuar com intensidade, apesar de não haver um objetivo desportivo em disputa, e espera contagiar os seus colegas e adversários com essa energia.

"Boas jogadas, um jogo sólido, partilhar a bola com vontade... Se transmitirmos essa energia, os outros vão sentir-se responsáveis por retribuir. Estou confiante", detalhou este sábado, durante uma conferência de imprensa nas profundezas do Intuit Dome, o pavilhão dos Los Angeles Clippers.

O francês dos San Antonio Spurs, de 22 anos, considera que o novo formato "tem uma oportunidade" de tornar o evento mais interessante.

"A razão é simples. Muitos dos melhores jogadores são internacionais e sentem um certo orgulho nisso. O orgulho também existe do lado americano, é natural. Tudo o que se aproxima de representar o vosso país gera um sentimento de orgulho", explicou.

Escolhido como titular entre os 10 melhores jogadores da NBA, depois de ter sido suplente no ano passado, "Wemby" não sente "mais responsabilidades" por isso.

"Quando vejo o Stephen Curry (12 convocações, lesionado) e o Kevin Durant (16 convocações), não é possível sentir-me como um veterano, continuo a sentir-me um estreante. Mas estou pronto para jogar e dar o exemplo", acrescentou em francês.

O gigante (2,24 metros) foi diagnosticado com uma trombose venosa há um ano, no regresso do All-Star Game de São Francisco, o que o afastou de toda a parte final da época 2025-2026, antes de regressar em grande com os Spurs esta temporada (2.º no Oeste).

"Foi um grande ano para mim, porque foi um ano de crescimento pessoal, marcado por muitas provações diferentes. Mas estou satisfeito com o lugar onde me encontro hoje. Com quem sou. Estou contente com a forma como mudei no último ano. Não mudaria nada. Houve dificuldades, mas valeu a pena", concluiu.