Do domínio de Michigan ao triplo mágico: Os 10 melhores momentos do March Madness 2026

Braylon Mullins comemora a vitória de UConn
Braylon Mullins comemora a vitória de UConn Trevor Ruszkowski / Imagn Images / Reuters

Mais um ano de March Madness chegou ao fim e a NCAA coroou um novo campeão. Como sempre, a fase mais emocionante da época no basquetebol universitário trouxe jogos de cortar a respiração, lances inacreditáveis e exibições memoráveis que resultaram em vitórias eufóricas e derrotas desoladoras. Eis um olhar sobre os momentos mais marcantes que definiram o March Madness 2026.

10. O jogo quase perfeito dos Siena

A história já viu dois cabeças de série n.º 1 caírem na primeira ronda, e os Siena Saints estiveram perto de se tornarem a terceira equipa a conseguir esse feito. Os Saints entraram fortes no jogo e chegaram ao intervalo a vencer por 11 pontos.

Os Duke acabaram por reagir, empatando a partida a menos de cinco minutos do fim, e consumaram a reviravolta, impondo uma derrota amarga à destemida equipa dos Siena, por 71-65. O impossível chegou a parecer ao alcance e é seguro dizer que os adeptos dos Duke, e provavelmente a própria equipa, prenderam a respiração durante largos minutos.

9. Virginia Commonwealth University surpreende

Quando os universitários de Carolina do Norte enfrentaram a Virginia Commonwealth University (VCU) na ronda inaugural, nada fazia prever uma reviravolta. Os Tar Heels pareciam ter o jogo controlado, mas uma recuperação tardia permitiu aos Rams anular uma desvantagem de 19 pontos e levar a partida para prolongamento.

Terrence Hill Jr. assumiu o papel de herói no tempo extra, ao converter um triplo a 15 segundos do fim que colocou o VCU na frente por dois pontos. A formação da Carolina do Norte não conseguiu responder e o encontro terminou com um triunfo dos Rams por 82-78.

8. O lançamento de Tramon Mark

Os Longhorns e os Wolfpack defrontaram-se na First Four, com um lugar no cobiçado quadro principal de 64 equipas em jogo, e o encontro teve todo o drama característico da March Madness. A partida, muito equilibrada, chegou empatada a 66 ao último lançamento.

Foi então que o sénior do Texas, Tramon Mark, assumiu a responsabilidade. A um segundo do fim, converteu um lançamento de meia distância que garantiu o apuramento dos Longhorns.

7. St. John's no último suspiro

O confronto entre a formação de Kansas e os de St. John's foi extremamente equilibrado. A Red Storm liderou durante grande parte do encontro, mas os Jayhawks reagiram na fase final, empatando a partida a 65 no último minuto e lançando o jogo para um desfecho dramático.

A última posse de bola pertenceu ao St. John’s, mais concretamente a Dylan Darling, que converteu um layup no soar da buzina, garantindo a vitória e o apuramento dos Johnnies para o Sweet 16.

6. Santa Clara vs Kentucky

À entrada para o confronto, a turma de Santa Clara assumiu o papel de outsider e esteve perto de o transformar numa vitória marcante. Os Broncos levaram o 7.º Kentucky ao limite, mantendo o jogo equilibrado durante praticamente todos os 40 minutos e recusando-se a ceder.

Apesar de terem liderado durante grande parte do encontro, permitiram a aproximação dos de Santa Clara na fase final, o que quase lhes custou caro. Com o marcador empatado a 70-70, os Broncos converteram um triplo para ganhar três pontos de vantagem, mas isto é March Madness e, a 2,4 segundos do fim, Otega Oweh, de Kentucky, recebeu o passe de reposição, ultrapassou o meio-campo em drible e assinou um lançamento improvável para levar o jogo para prolongamento.

Nos cinco minutos adicionais, Kentucky acabou por superiorizar-se e venceu Santa Clara por 89-84.

5. Purdue partiu o coração da turma do Texas

Os Longhorns não se limitaram a sobreviver à First Four. Usaram essa primeira vitória como impulso para uma campanha notável, ao eliminarem a BYU (6.º cabeça de série) e, depois, a Gonzaga (3.º), garantindo um lugar no Sweet 16. Já nessa fase, o conjunto de Texas enfrentou os Purdue (2.º) e esteve perto de alcançar mais uma vitória histórica.

As duas equipas estavam empatadas a 77 pontos e os Boilermakers tinham a posse de bola a 11,9 segundos do fim. Braden Smith penetrou em direção ao cesto, mas falhou o lançamento. Quando tudo apontava para o prolongamento, Kaufman-Renn apareceu no último segundo para corrigir o erro e marcar o cesto decisivo.

A caminhada de “Cinderela” do Texas terminou assim de forma cruel, com uma derrota no limite.

4. O triplo que mandou os campeões para casa

Os Florida Gators entraram no torneio como campeões nacionais em título e primeiros cabeças de série da Região Sul, com a ambição de alcançar um raro bicampeonato. No entanto, Iowa tinha outros planos. No Sweet 16, os Hawkeyes, 9.º cabeça de série, protagonizaram uma das maiores surpresas da competição ao vencerem a Florida por 73-72, de forma dramática.

A 8,9 segundos do fim, os Gators venciam por 72-70, mas um triplo de Álvaro Folgueiras na última posse de bola de Iowa selou a eliminação da formação da Florida.

3. O lançamento de Johnston que chocou Wisconsin

Chase Johnston era o exemplo perfeito de um especialista em lançamentos de três pontos. Quando o 12.º cabeça de série High Point enfrentou o 5.º Wisconsin na primeira ronda, apresentava um registo de 0/4 em lançamentos de dois pontos. Não era apenas nesse jogo, era o total de toda a época. O jogador tinha uma média de 6,4 pontos por jogo e uma eficácia de 48,6% da linha de três pontos, mas ainda não tinha convertido qualquer lançamento de dois pontos. Até à March Madness.

Os Panthers perdiam por 81-82, mas conseguiram uma boa ação defensiva sobre os Badgers. A bola ficou solta por instantes, High Point recuperou-a e lançou o contra-ataque, com Johnston a libertar-se. A 11,2 segundos do fim, marcou o seu primeiro lançamento de dois pontos da temporada e logo o cesto que deu a vitória a High Point.

2. O domínio de Michigan

A March Madness tem um novo rei. Mas o conjunto de Michigan não se limitou a vencer... deu espetáculo. Os Wolverines dominaram o torneio, ultrapassando adversários e desmontando defesas. Marcaram 90 ou mais pontos em todos os jogos, com exceção da final.

No jogo decisivo, os UConn Huskies recorreram à sua sólida defesa para tentar travar o poder ofensivo dos de Michigan e, embora tenham conseguido abrandar o ritmo, não foram capazes de o parar. O arsenal ofensivo dos Wolverines foi dominante, raro e um verdadeiro prazer de ver.

1. O triplo mágico de Mullins 

Com um lugar na Final Four em jogo, os Duke (1.º cabeça de série) entraram fortes frente aos UConn (2.º). Os Blue Devils começaram melhor e levaram esse embalo para a segunda parte, construindo uma vantagem de 19 pontos que fazia antever uma vitória tranquila.

Mas os Huskies recusaram-se a baixar os braços. Gradualmente, foram reduzindo a desvantagem e, a 10 segundos do fim, um lance livre deixou o marcador em 72-70.

Os Duke recuperaram a bola e trocaram alguns passes, mas a intensa pressão defensiva dos UConn acabaram por resultar numa interceção. No contra-ataque, a bola chegou a Braylon Mullins, ainda muito longe do cesto, junto ao logótipo da March Madness, que arriscou o lançamento de três mais importante da sua vida.

A bola entrou e completou uma das reviravoltas mais marcantes, improváveis e memoráveis da história do March Madness, salvando a época da UConn.