Basquetebol: Acordo "revolucionário" no feminino, entre jogadoras e a WNBA

Jogadoras da WNBA finalmente ouvidas
Jogadoras da WNBA finalmente ouvidasCHRIS CODUTO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

A WNBA e o sindicato das jogadoras da Liga norte-americana de basquetebol chegaram a um entendimento verbal sobre uma nova convenção coletiva que prevê um aumento significativo dos salários, informou esta quarta-feira a "ESPN".

De acordo com o canal desportivo americano, este acordo sem precedentes contempla aumentos no teto salarial, nos salários médios e nos mínimos, afastando assim a ameaça de greve que o sindicato WNBPA tinha levantado após meses de negociações infrutíferas.

As jogadoras exigiam uma parte maior das receitas da Liga e melhores benefícios sociais, defendendo que o novo acordo deveria refletir o crescimento impressionante da popularidade da WNBA.

A ESPN revelou que o teto salarial da Liga passará de 1,3 milhões de euros, em 2025, para 6 milhões de euros.

O limite "supermax", ou seja, o valor máximo que uma jogadora pode receber, será de 1,4 milhões de dólares (1,2 milhões de euros), em vez dos 249.244 dólares (216.500 euros) em 2025.

Os salários médios previstos no acordo serão multiplicados por cinco (600.000 dólares em vez de 120.000 dólares em 2025) e os salários mínimos ultrapassarão os 300.000 dólares, comparando com os 66.000 dólares do ano passado, informou a ESPN.

Apesar de o acordo ainda ter de ser ratificado oficialmente pelo sindicato e pelo conselho de administração da WNBA, a comissária da Liga, Cathy Engelbert, considerou este entendimento como "um avanço revolucionário para as jogadoras e para a Liga".

A próxima convenção coletiva deverá ser assinada até 31 de outubro, um prazo que pode ainda ser adiado ou resultar num impasse sob a forma de paralisação laboral, tal como aconteceu na NBA em 1998/1999 ou em 2011, por exemplo.