Benfica diz que deputados reconheram validade do projeto de rádio das águias

José Gandarez, vice-presidente do Benfica
José Gandarez, vice-presidente do BenficaSL Benfica

O vice-presidente do Benfica, José Gandarez, afirmou esta quarta-feira que os deputados "reconheceram que o Benfica tem razão" sobre a legitimidade do projeto, após a audição parlamentar da presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação (ERC) sobre a Benfica FM.

"Penso que foi uma audição totalmente esclarecedora. Foi um verdadeiro serviço público. Hoje, os deputados, na 'casa da democracia', e todos aqueles que assistiram, ou que venham a assistir futuramente, porque a sessão ficou gravada, puderam constatar – e isso foi unânime entre todos os grupos parlamentares – que a razão assiste ao Benfica e à Benfica FM", referiu o dirigente, em declarações aos meios do clube da Luz.

Helena Sousa, presidente da ERC, reiterou na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto da Assembleia da República que o projeto Benfica FM não se enquadrava "com os requisitos legalmente exigidos", não garantindo "informação independente face ao poder político e ao poder económico".

No final da audição, José Gandarez manifestou incompreensão pela posição da ERC e deixou a garantia de que "o projeto da Benfica FM vai continuar, à semelhança daquilo que aconteceu com a Benfica TV".

"Hoje ficou mais uma vez demonstrado que tínhamos razão. Infelizmente, isso serve de pouco aos Benfiquistas que continuam a ouvir rádio apenas em FM, porque continuarão sem poder ouvir a Benfica FM dessa forma nos próximos meses. Mas é muito importante que não seja apenas o Benfica a dizer que tem razão. Não é apenas o Grupo Bauer que entende que a razão está do nosso lado. Hoje foram os próprios deputados, de diferentes forças políticas, que reconheceram isso", vincou José Gandarez.

E acrescentou: "Nem a presidente da ERC, nem a ERC conseguiram explicar por que motivo, até hoje, não atribuíram as frequências FM à Benfica FM. Nesse sentido, por um lado, estamos satisfeitos, porque aquilo que sempre defendemos ficou hoje reforçado pela opinião expressa na Assembleia da República. Por outro lado, estamos também um pouco frustrados, porque, apesar de a razão estar do nosso lado, o Conselho Regulador e a sua direção continuam sem conseguir fundamentar uma decisão que consideramos ilegal e sem fundamentação".

A ERC não autorizou o projeto radiofónico do grupo Bauer e do Sport Lisboa e Benfica, pelo que o Conselho Regulador indeferiu, em 25 de março de 2026, "o requerimento do operador BMHAUDIO Portugal Holdings" para modificação de projeto "dos serviços de programas Batida FM, Batida FM Moita, Batida FM Maia e Batida FM Cantanhede de tipologia temática musical para temática desportiva informativa".

Como consequência, "deliberou não apreciar a associação destes serviços de programas com a Golo FM (Bombarral), do operador Benfica FM, Unipessoal, Lda., e a identificação comum em antena como 'Benfica FM'", lê-se na decisão da ERC.