Joshua manteve-se discreto desde o desastre, ocorrido a 29 de dezembro, mas quebrou o silêncio este sábado na O2 Arena, em Londres, para assistir ao adeus aos ringues de Derek Chisora. O pugilista britânico acompanhou de perto o 50.º e último combate da carreira de Chisora, que enfrentou o norte-americano Deontay Wilder.
O promotor Eddie Hearn, que acompanhou Joshua na chegada à arena, reforçou que o atleta ainda precisa de tempo para recuperar emocionalmente antes de planear o regresso à competição. Joshua, vestido com um fato de treino branco, evitou confusões ao sair de uma carrinha preta perante o olhar atento das equipas de filmagem.
O gelo de Wilder e o futuro no ringue
Apesar da moldura humana, não houve lugar a saudações entre Joshua e o seu antigo rival, Deontay Wilder. O norte-americano, que durante anos foi apontado como o adversário ideal de AJ em combates pelo título mundial, passou diretamente pelo britânico num corredor apertado, sem qualquer sinal de reconhecimento.
Recorde-se que Anthony Joshua combateu pela última vez antes do Natal, num mediático duelo em Miami frente a Jake Paul. Apesar do recente hiato, os rumores de um super-combate britânico contra Tyson Fury continuam a alimentar as expectativas dos fãs. Em declarações à DAZN junto ao ringue, Joshua preferiu focar-se no momento.
"É fantástico estar aqui. O boxe, especialmente o britânico, está em grande. Obviamente sou parcial; apoio sempre o Derek, por isso hoje sou Team Chisora", vincou.
