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Deontay Wilder conquistou uma vitória suada num combate intenso e emocionante frente a Derek Chisora. O norte-americano prevaleceu por decisão dividida, este sábado à noite, perante uma O2 Arena ao rubro, em Londres.
Poucos previam que o duelo chegasse ao fim dos 12 assaltos, dada a reputação dos golpes de ambos os pugilistas, mas a determinação mútua falou mais alto até ao soar do último gongo. Chisora foi contado por três vezes ao longo do combate e, por duas ocasiões, chegou mesmo a ser projetado para fora das cordas, conseguindo, ainda assim, sobreviver ao poder de fogo do Bronze Bomber.
Wilder convenceu dois dos juízes (115-111 e 115-113), enquanto o terceiro atribuiu o triunfo ao britânico (115-112).
"O Derek é um guerreiro, é um leão. Viram o que é poder, glória e destino. Senti-me bem, diverti-me bastante e estou de volta. Vou melhorar a cada combate", afirmou Wilder à DAZN, que parece ter reencontrado o caminho das vitórias.
O adeus adiado de Chisora?
Aos 42 anos, Derek Chisora completou este sábado o seu 50.º combate (36 vitórias e 14 derrotas). Embora tivesse prometido retirar-se após atingir esta marca redonda, o veterano britânico deixou o futuro em aberto após o desaire.
"Saí das cordas e nem sei porquê. Se não tivesse saído das cordas, teria vencido este combate", lamentou Chisora. Questionado sobre a reforma, o pugilista foi evasivo: "Agora vou para casa levar os miúdos à escola. Quero agradecer-vos de coração, Reino Unido".
