O pugilista britânico seguia como passageiro num Lexus SUV que colidiu com um camião parado numa movimentada autoestrada que liga Lagos a Ibadã, no sudoeste da Nigéria, a 29 de dezembro. Os elementos da equipa de bastidores de Joshua, Latif Ayodele e Sina Ghami, morreram no acidente, enquanto o pugilista sofreu apenas ferimentos ligeiros.
O incidente gerou dúvidas sobre se Joshua voltaria a competir, mas o promotor Eddie Hearn afirmou esta quarta-feira que o atleta de 36 anos terá todo o tempo necessário para lidar com a perda de dois elementos fundamentais da sua equipa.
"Acho que o AJ, como já vimos no passado em situações ligadas ao boxe, é sempre alguém que mostra coragem, muito positivo. Isto é algo completamente diferente e sei que ele vai demorar o seu tempo. le vai precisar de tempo a nível físico, mental, emocional e espiritual antes de tomar uma decisão sobre o seu futuro. Acredito que vai querer voltar ao boxe, mas será uma decisão dele, quando sentir que é o momento certo", disse Hearn à Sky Sports.
O acidente ocorreu enquanto Joshua estava de férias na Nigéria, após a vitória frente ao Youtuber que se tornou pugilista, Jake Paul, em Miami, a 19 de dezembro. Tanto Ayodele, treinador pessoal do antigo bicampeão unificado de pesos pesados, como Ghami, preparador físico de Joshua, morreram no local do acidente.
Antes do acidente, havia renovadas conversas sobre o tão aguardado Duelo Britânico entre Joshua e Tyson Fury, o antigo campeão mundial de pesos pesados que regressou recentemente da reforma.
"Neste momento, ninguém se sente confortável para abordar esse tema. Quando for a altura certa, acredito que ele tomará a sua decisão e será ele próprio a comunicá-la", indicou Hearn.
No início deste mês, Joshua prestou uma sentida homenagem aos "grandes homens" Ayodele e Ghami, escrevendo no Instagram: "Obrigado por todo o carinho e dedicação que demonstraram aos meus irmãos."
A polícia nigeriana acusou o condutor do veículo, Adeniyi Mobolaji Kayode, de 46 anos, de "condução perigosa com resultado de morte".
