Hatton, com 46 anos, foi encontrado inconsciente em sua casa pelo empresário a 14 de setembro do ano passado. O inquérito concluiu que a causa oficial da morte foi enforcamento.
Alison Mutch, média legista principal de South Manchester, declarou ao tribunal que não foram encontrados quaisquer notas de Hatton e que não havia informações recolhidas pela polícia que indicassem que ele tinha planeado tirar a própria vida.
Os testes mostraram que o grande nome do boxe britânico estava muito acima do limite de álcool permitido para condução no momento da sua morte. Foram também detetados vestígios de consumo anterior de cocaína e canábis.
O exame post-mortem revelou alguns danos no cérebro, identificados como encefalopatia traumática crónica (CTE), associada ao boxe.
"Ele tinha feito planos significativos para o futuro e não foram encontradas notas que indicassem intenção de tirar a própria vida. Ouvi com muita atenção todas as provas. Ao juntar tudo, não posso estar satisfeita de que ele tenha tido intenção de tirar a própria vida. Por isso, não é possível, legalmente, concluir suicídio. Concluí um veredicto narrativo. A sua intenção permanece incerta, pois estava sob influência de álcool, e o exame neuropatológico post-mortem revelou sinais de encefalopatia traumática crónica", afirmou Mutch na conclusão do inquérito.
Vários familiares de Hatton estiveram presentes para ouvir o veredicto.
O antigo boxista foi descrito como um pai dedicado, bem-disposto e no melhor estado em "anos", apesar dos problemas passados com álcool e drogas, segundo a família relatou ao tribunal de Stockport, perto de Manchester.
