Tyson Fury não combate desde que perdeu frente a Oleksandr Usyk, num duelo por três dos quatro principais títulos mundiais, em dezembro de 2024.
No entanto, o britânico de 37 anos publicou este domingo no Instagram: "2026 é o ano. O regresso do mac."
"Estive afastado algum tempo, mas agora estou de volta, com 37 anos e ainda a dar murros. Não há nada melhor do que dar murros na cara de homens e ser pago por isso", acrescentou.
Fury também tinha anunciado que se retirava do desporto depois de vencer Dillian Whyte, em abril de 2022, mas acabou por regressar ainda nesse ano.
O historial de reformas e regressos de Fury fez com que poucos acreditassem na sua mais recente afirmação de terminar uma carreira que já lhe valeu 34 vitórias em 37 combates.
Ficou furioso com as decisões dos juízes nas duas derrotas frente a Usyk, o único pugilista a conseguir vencer Fury, que afirmou na mensagem de despedida do ano passado: "Vou terminar com isto: Dick Turpin usava uma máscara."
O autointitulado "Rei Cigano" alimentou os rumores de mais um regresso durante a quadra festiva, ao publicar vários vídeos nas suas redes sociais a treinar.
Apesar de garantir que tinha deixado o desporto, Fury tem sido constantemente associado a um aguardado duelo totalmente britânico frente a Anthony Joshua, outro antigo bicampeão mundial de pesos pesados.
Os dois chegaram a acordo para um combate em agosto de 2021, numa altura em que detinham todos os principais títulos mundiais, mas o plano foi travado quando Fury foi obrigado, por decisão arbitral, a defrontar Deontay Wilder pela terceira vez.
Estava previsto que Joshua e Fury realizassem combates de preparação no início deste ano, antes de finalmente se enfrentarem, quer no final do verão, quer mais para o final de 2026.
No entanto, o acidente de viação na Nigéria, na segunda-feira, que deixou Joshua lesionado e provocou a morte de dois amigos próximos e membros da equipa, deverá afastar o pugilista de 36 anos dos ringues por algum tempo.
Se Joshua não estiver disponível, Fury poderá procurar uma terceira luta frente ao detentor dos títulos WBC, WBA e IBF, Usyk, ou um combate com o campeão WBO, Fabio Wardley.
Uma vitória frente a qualquer um deles permitiria a Fury igualar Muhammad Ali como tricampeão mundial de pesos pesados.
