"Trabalhámos muito para que a CAN se realizasse na África Oriental e o nosso compromisso mantém-se inalterado. Estou convicto de que vamos organizar uma CAN de grande sucesso nestes três países", afirmou o presidente da CAF, Patrice Motsepe, numa conferência de imprensa em Dar es Salaam, capital económica da Tanzânia.
"A CAF irá colaborar de forma próxima com os países anfitriões para garantir que todos os aspetos do torneio, desde as infraestruturas à logística, estejam à altura dos mais elevados padrões", acrescentou no final de uma reunião do comité executivo da sua organização.
Ainda não foi definida uma data para o torneio, mas a CAF apontou para os meses de junho e julho, ou seja, um mês antes das eleições legislativas e presidenciais no Quénia.
Algumas notícias davam conta de que a competição poderia ser adiada para 2028, uma vez que o Quénia, o Uganda e a Tanzânia ainda não estariam prontos para a receber.
Nicholas Musonye, presidente do Comité de Organização queniano, afirmou na quinta-feira à AFP que este adiamento "seria benéfico para o Quénia, tendo em conta o clima tenso que se vive em torno destas eleições, já que não seria possível garantir a segurança para uma competição desta dimensão".
Segundo o Dr. Motsepe, a CAF vai continuar a investir na formação e aperfeiçoamento dos árbitros e dos operadores do VAR, de modo a assegurar que a integridade do futebol africano se mantenha como prioridade.
A arbitragem foi alvo de críticas durante a CAN-2025 em Marrocos, especialmente na final entre o país anfitrião e o Senegal, em que jogadores senegaleses abandonaram momentaneamente o relvado em protesto contra uma decisão relativa a um penálti, antes de conquistarem o título.
