Campeão mundial Rui Costa diz que ciclismo português deve "tanto" a José Poeira

Rui Costa terminou recentemente a carreira
Rui Costa terminou recentemente a carreiraJEAN CATUFFE / JEAN CATUFFE / DPPI VIA AFP

Rui Costa, o único ciclista português campeão mundial na estrada, disse dever “muito” a José Poeira, o selecionador nacional que decidiu reformar-se após quase 25 anos no cargo.

“Foram muitos anos, muitas viagens e tantas corridas lado a lado. O selecionador José Poeira sempre foi de convivência fácil, com uma palavra amiga e um sentido de equipa que elevava toda a seleção”, começou por escrever nas redes sociais o também já reformado Rui Costa.

O selecionador nacional de estrada anunciou na sexta-feira, em comunicado enviado à agência Lusa, que vai reformar-se e abandonar o cargo que ocupou durante quase 25 anos.

O odemirense, de 66 anos, despede-se como obreiro dos maiores feitos da seleção: viu Rui Costa sagrar-se campeão mundial de fundo em 2013, um título único no ciclismo nacional, que celebrou também a medalha de prata de Sérgio Paulinho nos Jogos Olímpicos Atenas2004.

Entre outros feitos destaque também para a inédita conquista da Taça das Nações de sub-23, em 2008, e para os títulos de vice-campeão mundial de António Morgado em júnior (2022) e sub-23 (2023) e de Nelson Oliveira no contrarrelógio de sub-23 (2009).

“Foi com ele que alcancei o resultado mais importante da minha carreira: juntos fomos campeões do mundo, conquistámos as Taças das Nações e abrimos portas que mudaram o meu caminho para sempre”, salientou o poveiro de 39 anos.

Aquele que é um dos melhores ciclistas portugueses de sempre, contando no currículo com 33 triunfos, três dos quais em etapas do Tour, prossegue lembrando que Poeira “deu muito de si à modalidade”.

“Eu devo-lhe muito... e o ciclismo português deve-lhe tanto. Obrigado por tudo, Sr. José Poeira. O meu respeito e a minha gratidão ficam para a vida”, concluiu Costa, que também anunciou a sua retirada há um mês.