Canoagem: Portugal com quatro finais A e duas B no arranque da I Taça do Mundo

Fernando Pimenta ficou em segundo em K1 1.000
Fernando Pimenta ficou em segundo em K1 1.000Federação Portuguesa de Canoagem

Portugal terminou esta sexta-feira o primeiro dia da I Taça do Mundo de canoagem em regatas em linha com o apuramento para quatro finais em Szeged, na Hungria.

Na catedral internacional da modalidade, o K4 500 metros campeão da Europa e do Mundo composto por Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha foi segundo na sua semifinal, concluindo em 1.22,64 minutos, a 56 centésimos do quarteto da Hungria, a maior potência internacional da modalidade.

Pedro Casinha voltou a estar em destaque mais tarde, ao qualificar-se para a regata das medalhas de K1 200, igualmente com o segundo lugar na sua meia-final, em 34,90 segundos, a escassos nove centésimos do sérvio Marko Dragosavljevic.

Fernando Pimenta também brilhou na sua distância predileta, o K1 1.000, acabando também em segundo, a com 3.28,98, a 48 centésimos do seu grande rival internacional dos últimos anos, o húngaro Balint Kopasz.

Nas canoas, Beatriz Fernandes e Inês Penetra só tinham uma vaga direta para a final e agarraram-na ao vencerem a sua série em 1.59,24 minutos, superando as russas Anhelina Bardanouskaya e Maryia Papichych, a competir sob bandeira neutra, por somente uma décima de segundo.

À tarde, Beatriz Fernandes ficou a 19 centésimos da final de C1 500, com o quarto lugar, em 2.06,55, indo, assim, disputar a final B: acabou a 53 centésimos da vencedora, a espanhola Maria Corbera.

Final B, para classificações entre o 10.º e o 18.º, também para os jovens Iago Bebiano, Bruno Brasileiro, Duarte Cerdeira e André Moreira em K4 500, pois foram sextos, terminando em 1.24,36, a 2,28 segundos dos magiares.

O maior desalento da jornada lusa prendeu-se com o K4 500 de Ana Brito, da olímpica Teresa Portela, de Ana Rodrigues e de Maria Rego Gomes, que ficou a somente quatro centésimos de segundo da final B, com 1.37,53, piorando em seis décimos o seu desempenho na eliminatória na qual tinham sido terceiras.

A participação do K4 500 feminino nos Jogos Olímpicos Los Angeles-2028 é um dos maiores desejos da federação portuguesa neste ciclo, daí a frustração pelo afastamento prematuro na primeira Taça do Mundo.