Canoagem: Selecionador destaca recorde de 10 medalhas no Europeu de maratonas

Rui Câncio, selecionador português de maratonas
Rui Câncio, selecionador português de maratonas@RuiCâncio

O selecionador português de maratonas, especialidade da canoagem, Rui Câncio, exultou esta terça-feira com o recorde de 10 medalhas nos Europeus da Roménia, perspetivando igualmente resultados de excelência para os Mundiais da Argentina, em outubro.

“Eu próprio fui surpreendido com o nosso nível internacional. Agora, com tantas medalhas, até temos um problema, porque temos uma ida à Argentina e, se calhar, com este nível, daqui para a frente só vamos pré-convocar atletas com o ouro (Europeu), quem for medalhado e ganhar títulos”, ironizou.

Em declarações à Lusa, Rui Câncio comentava o pecúlio conseguido pela seleção de 13 canoístas, que garantiu uma medalha de ouro, cinco de prata e quatro de bronze em Pitesti.

O técnico assumiu que, apesar do “resultado ímpar” da seleção de maratonas em termos de medalhas, o facto de apenas uma ser de ouro deixou-o algo frustrado, sobretudo pela “qualidade” do desempenho “incansável” dos seus pupilos.

“Ainda por cima, quando lutaram pelo ouro até aos últimos metros, até à última portagem... Recordo o que disse antes destes Europeus, que não teria assinado, à partida, um pecúlio de três medalhas, pois fomos muito mais fortes”, lembrou.

O júnior Gabriel Fernandes, campeão da Europa na short race de C1 e prata na prova longa, foi o elemento que mais se notabilizou na comitiva, a par de Rui Lacerda, prata em C1 sénior e em C2, juntamente com Ricardo Coelho, com o qual em 2025 tinha sido campeão da Europa e do Mundo.

Apesar dos resultados de “excelência” da seleção, destacou o facto do mais experiente dos portugueses, José Ramalho, “só ter conseguido uma medalha”, de bronze, em K2 com Alfredo Faria.

“Na short race (3,4 quilómetros) de K1 largou mal e perdeu a posição, enquanto na prova longa (30 km) não esteve nos seus dias e desistiu. Teoricamente, eram mais dois pódios…”, considerou.

Rui Câncio enalteceu a capacidade dos seus juniores, responsáveis por metade dos pódios, “sinal de que Portugal tem o futuro assegurado nas maratonas, tanto ao nível dos kayaks como das canoas”.

Para os Mundiais da argentina, Rui Câncio espera poder contar com um reforço significativo, o olímpico Fernando Pimenta, também especialista nas maratonas, nas quais conseguiu parte das suas 183 medalhas nas mais importantes provas internacionais.

“Seria fantástico podermos contar com ele, um peso pesado, quer na short race, quer do K2 com o José Ramalho (campeões da Europa e do Mundo). E vamos ver se arranjamos mais uma ou outra igualmente capaz de lutar por medalhas…”, sentenciou.

Gualeguaychu, a norte de Buenos Aires e perto da fronteira com o Uruguai, vai ser o palco dos Mundiais, entre 22 e 25 de outubro.


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