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Catar: Pedro Martins trava líder apesar de perder seis titulares para os rivais e de penálti polémico

Al Gharafa e Al Rayyan empataram a zero
Al Gharafa e Al Rayyan empataram a zeroAl Gharafa SC

Pedro Martins atravessa uma das épocas mais exigentes desde que chegou ao Al Gharafa, em novembro de 2022. Ontem, o treinador português travou o líder Al Rayyan (0-0), num encontro marcado por uma grande penalidade reclamada sobre Brahimi, aos 90+6 minutos, que não foi assinalada e motivou fortes protestos, culminando na expulsão do treinador português.

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Notas finais dos jogadores
Notas finais dos jogadoresFlashscore

O empate ganha outra dimensão quando enquadrado nas dificuldades que Pedro Martins tem enfrentado e que ajudam a explicar os resultados neste arranque de temporada. Desde 2023/24, o Al Gharafa já perdeu seis jogadores locais importantes para adversários diretos: Homam Al Amin para o Al Duhail, Abdullah Yousef e Ahmed Alaaeldin para o Al Rayyan e, esta temporada, Rabeh Boussafi para o Al Wakrah, Ahmed Al Ganehi para o Al Rayyan e Mohammed Muntari para o Al Sadd.

Num campeonato em que a utilização de jogadores estrangeiros é limitada, sendo que mais de metade do 11 deve ser composto por jogadores locais, estas saídas representam um duplo problema: enfraquecem o Al Gharafa e reforçam diretamente os concorrentes. Sem substitutos locais de qualidade equivalente, Pedro Martins tem sido obrigado a recorrer a jovens da formação. O problema é que no Catar isso não é o mesmo que em Portugal ou na Grécia: na Europa, os jovens chegam à equipa principal com anos de trabalho e competição de qualidade, enquanto aqui o processo de desenvolvimento ainda está longe desses padrões.

Do outro lado esteve um Al Rayyan presidido pelo xeque Al-Qaqa bin Hamad Al Thani, irmão do Emir do Qatar, num projeto com ambições de conquistar títulos e que também beneficiou da saída de jogadores do Al Gharafa.

Estatísticas da partida
Estatísticas da partidaFlashscore

É um contexto muito diferente da estabilidade que permitiu a Pedro Martins construir o percurso que o levou a qualificar Marítimo, Rio Ave e Vitória de Guimarães para as competições europeias e a conquistar três campeonatos gregos pelo Olympiacos.

Ainda assim, no Catar, superou expectativas: terminou a primeira época completa no terceiro lugar, foi eleito melhor treinador do campeonato e conquistou duas Taças do Emir consecutivas, a primeira delas quebrando um jejum de 13 anos.

Esta temporada, porém, as dificuldades acentuaram-se porque o número de jogadores cedidos a adversários diretos já vai, então, em 6. E foi precisamente frente ao líder, um dos clubes que mais beneficiou do enfraquecimento do seu plantel, que Pedro Martins conseguiu travar a equipa mais forte do campeonato, num encontro em que uma decisão polémica aos 90+6 minutos impediu o Al Gharafa de ter a oportunidade de conquistar os três pontos.

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