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Chefe do Comité Olímpico russo diz que atletas devem competir sem restrições

Russian Olympic chief says athletes must compete without restrictions
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O chefe do Comité Olímpico da Rússia disse na terça-feira que os atletas que representam a Rússia não devem ser sujeitos a condições diferentes das de outros países, a meio de uma crescente disputa sobre a participação nos Jogos de Paris de 2024.

O apelo de Stanislav Pozdnyakov é a mais recente novidade desde que o Comité Olímpico Internacional (COI) indicou, na semana passada, que estava a examinar um "caminho" para os russos competirem em Paris, provavelmente como atletas neutros e não sob a sua bandeira nacional.

"Os russos devem participar exatamente nas mesmas condições que todos os outros atletas. Quaisquer condições ou critérios adicionais não são bem-vindos, especialmente os que tenham tons políticos excessivos, que são completamente inaceitáveis para o movimento olímpico", disse Pozdnyakov, de acordo com as agências noticiosas russas.

A Rússia e a aliada Bielorrússia, que permitiram que o seu território fosse utilizado como plataforma de lançamento quando Moscovo iniciou a ofensiva na Ucrânia, em fevereiro de 2022, foram afastados da maioria dos desportos olímpicos desde o início do conflito.

O anúncio do COI desencadeou uma furiosa resposta de Kiev, com um assessor presidencial ucraniano a acusar a entidade de ser um "promotor de guerra".

A Ucrânia ameaçou boicotar os Jogos de Paris se os russos fossem autorizados a participar.

Pozdnyakov disse que a sua organização saudou os esforços do COI para permitir que os atletas russos competissem.

"Mas quanto às condições adicionais, discordamos fortemente. A Carta Olímpica declara que todos os atletas devem participar em pé de igualdade", acrescentou ele.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a participação da Rússia nos Jogos Olímpicos de Paris equivaleria a mostrar que "o terror pode ser algo alegadamente aceitável".

Zelensky também disse na semana passada ter convidado o presidente do COI, Thomas Bach, a visitar a cidade ucraniana de Bakhmut, "para poder ver com os seus próprios olhos que a neutralidade não existe".

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse, na segunda-feira, que das 71 medalhas que os concorrentes russos ganharam nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, 45 foram para atletas que eram membros do Clube Central do Desporto do Exército Russo, ou CSKA.

"O exército que comete atrocidades, mata, viola e saqueia", disse Kuleba. "São estes que o ignorante COI quer colocar sob (a) bandeira branca permitindo-lhes competir".

"Esforços de propaganda russa"

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Letónia, Edgars Rinkevics, disse, na terça-feira, que o seu país se opunha a qualquer participação de atletas russos nos Jogos Olímpicos de Paris, dizendo que seria "imoral e errado".

Após uma reunião com os homólogos dos Estados Bálticos e a Polónia, em Riga, Rinkevics apelou ao isolamento da Rússia enquanto este país continuar a ofensiva na Ucrânia.

"Como todas as tiranias fazem, utilizam o desporto para fins políticos. O COI não deve tornar-se cúmplice nos esforços de propaganda russa", disse Rinkevics.

O Conselho Olímpico da Ásia, no entanto, ofereceu na semana passada aos atletas russos e bielorrussos a oportunidade de competir nos Jogos Asiáticos deste ano, argumentando que "todos os atletas, independentemente da sua nacionalidade ou do passaporte que possuam, devem poder competir em competições desportivas".

Este é um passo significativo porque permitiria aos atletas desses dois países alcançar as marcas de qualificação de que precisariam para competir em Paris.

O COI reiterou, na semana passada, que as federações internacionais para cada desporto olímpico eram "a única autoridade para as suas competições internacionais".