Entre os grandes eventos da temporada de ciclismo, destaca-se a Strade Bianche. Uma prova singular que, como tantas outras, tinha um grande favorito: Tadej Pogačar (UAE Team Emirates - XRG). Mas entre Thomas Pidcock (Pinarello Q36.5 Pro Cycling Team), Wout van Aert (Team Visma | Lease a Bike) e, claro, a sensação Paul Seixas (Decathlon CMA CGM Team), não faltavam candidatos para destronar o rei.
Logo no início da prova, houve quedas e um abandono de destaque: o de Albert Withen Philipsen (Lidl - Trek). Uma fuga começou a ganhar forma com Davide Toneatti (XDS Astana Team), Tim Rex (Team Visma | Lease a Bike), Anders Foldager (Team Jayco AlUla), Samuele Zoccarato (MBH Bank CSB Telecom Fort), Patrick Konrad (Lidl - Trek), Jack Haig (INEOS Grenadiers), Martin Marcellusi (Bardiani CSF 7 Saber), um francês, Adrien Boichis (Red Bull - BORA - hansgrohe) e, de forma surpreendente, Tibor Del Grosso (Alpecin-Premier Tech), que era visto como outsider.
Tadej Pogačar demasiado forte
A fuga podia ganhar espaço, já que a grande batalha ainda não tinha começado. No entanto, a UAE Team Emirates - XRG impunha o ritmo, com o objetivo de neutralizar a fuga antes dos decisivos caminhos brancos do Monte Sante Marie. A prova parecia pender para Pidcock, que furou no pior momento, mas conseguiu recuperar e voltar ao grupo da frente.
Entretanto, Jan Christen fez um esforço enorme para lançar Tadej Pogačar. O esloveno não hesitou e começou a acelerar gradualmente no meio da poeira. Atrás dele? Paul Seixas liderava a perseguição, acompanhado por outro UAE Team Emirates - XRG, Isaac Del Toro. Mas o francês deixou o mexicano para trás e colou-se à roda do bicampeão mundial. Não por muito tempo.
Quanto à vitória, a decisão parecia já tomada. Pogačar era demasiado forte e, atrás, o duo Seixas - Del Toro foi alcançado por Romain Grégoire (Groupama - FDJ United), Matteo Jorgenson (Team Visma | Lease a Bike) e Pidcock. Depois, outros ciclistas recuperaram terreno, incluindo um colega de Seixas, Paul Lapeira, que viria a ser importante. A partir daí, a luta pelas posições de destaque tornou-se o ponto mais interessante da prova, já que o esloveno controlava a sua vantagem na frente.
A 40 km da meta, Pidcock reacendeu a disputa, provocou uma nova seleção e ainda recuperou tempo para Pogačar. E se? A esperança era vã, a diferença era demasiado grande e Seixas voltou a isolar-se com Del Toro na perseguição. O pódio parecia garantido para o francês, restava saber em que posição.
Seria a segunda: deixou Del Toro para trás na subida final e terminou como "o melhor dos restantes". Na frente, Tadej Pogačar venceu com facilidade, como tantas vezes, com uma enorme vantagem sobre os rivais. Mas o segundo lugar de Paul Seixas promete grandes duelos na primavera!
