“Este será o Grand Départ que mais se parece ao torneio das Seis Nações, uma vez que vamos passar na Escócia, em Inglaterra e no País de Gales, antes de entrar em França”, salientou o diretor do Tour, em declarações à agência France-Presse.
Christian Prudhomme aludia à prestigiosa competição anual de râguebi que opõe as seleções de Escócia, França, Inglaterra, Irlanda, Itália e País de Gales.
Já se sabia que a Grande Boucle de 2027 partiria de Edimburgo, na Escócia, mas esta quinta-feira, em Leeds, foi apresentado o percurso das três primeiras etapas da 114.ª edição.
A tirada inaugural vai ligar, numa sexta-feira, a capital da Escócia a Carlisle, cidade no norte de Inglaterra, ao longo de 185 quilómetros.
“Em princípio, será para os sprinters. (...) Vamos atravessar paisagens magníficas, muito bucólicas”, descreveu Prudhomme.
No dia seguinte, a etapa começa em Keswick e dirige-se a Liverpool, para um percurso 100% inglês com uma enormidade de 223 quilómetros, que não estavam “inicialmente previstos”, mas que resultam da passagem da caravana pelo Distrito dos Lagos, “o maior parque nacional inglês, que é também património mundial da UNESCO”.
Finalmente, a terceira tirada percorre o País de Gales, partindo de Welshpool e chegando a Cardiff, a cidade do único vencedor galês do Tour, o recém-retirado Geraint Thomas.
De acordo com o diretor do Tour, a etapa, que terá também 223 quilómetros, tem um final “ao estilo” da clássica belga Liège-Bastogne-Liège, além de sete contagens de montanha e 3.000 metros de desnível acumulado.
“Por isso, teremos o que eu adoro, ou seja, os puncheurs, mas também os favoritos (à geral) da Volta a França ombro a ombro”, pontuou.
Christian Prudhomme recordou ainda “as partidas extraordinárias e inesquecíveis” do Tour de Londres, em 2007, e do Yorkshire, sete anos depois.
A Volta a França de 2027 deverá decorrer entre 02 e 25 de julho.
