Triunfos, tragédias e feitos heroicos: os momentos mais icónicos do Tour de France

Laurent Fignon, a liderar Greg LeMond na 11.ª etapa do Tour de France em 1989
Laurent Fignon, a liderar Greg LeMond na 11.ª etapa do Tour de France em 1989Credit: AFP / AFP / AFP / Profimedia

Desde sprints dramáticos na montanha a recuperações incríveis em contrarrelógio e acontecimentos trágicos, o Tour de France reúne inúmeras histórias lendárias e marcos desportivos. Tentámos classificar os 10 momentos mais icónicos da prova.

10) Armstrong fica sem os títulos do Tour de France (2012)

Lance Armstrong foi oficialmente destituído dos seus sete títulos do Tour de France a 22 de outubro de 2012. Nessa data, a União Ciclista Internacional (UCI) ratificou as conclusões da Agência Antidopagem dos Estados Unidos (USADA) sobre o doping sistemático e, posteriormente, apagou todos os seus resultados competitivos desde 1998, além de lhe impor uma sanção vitalícia.

9) O incrível contrarrelógio de Miguel Indurain (1994)

O momento mais emblemático de Indurain no Tour foi o seu lendário contrarrelógio na nona etapa da edição de 1994. No percurso de 64 quilómetros entre Perigueux e Bergerac, alcançou em plena estrada o especialista Armstrong, apesar de o norte-americano ter partido três minutos antes, demonstrando assim o seu domínio absoluto na prova.

8) Richard Virenque vence no Dia da Bastilha (2004)

A vitória mais famosa de Richard Virenque no Dia da Bastilha aconteceu a 14 de julho de 2004, durante a 10.ª etapa do Tour de France. O favorito do público francês atingiu o estatuto de lenda no seu país ao lançar um corajoso ataque em solitário e conquistar os 237 quilómetros da rota montanhosa entre Limoges e Saint-Flour, a etapa mais longa dessa edição.

7) O ataque de Marco Pantani no Galibier (1998)

O momento mais icónico de Pantani no Tour de France chegou a 27 de julho de 1998, durante a 15.ª etapa rumo a Les Deux Alpes. Sob uma intensa chuva gelada no Col du Galibier, deixou para trás o líder, Jan Ullrich, e venceu a etapa com quase nove minutos de vantagem, além de arrebatar a camisola amarela e encaminhar-se para a vitória geral na temporada de 1998.

6) Fausto Coppi partilha uma garrafa com Bartali (1952)

O maior momento de Coppi no Tour será recordado pela campanha dominante em 1952, quando se tornou o primeiro ciclista a conquistar a meta em alto no Alpe d'Huez e, além disso, partilhou uma garrafa de água com o seu grande rival Gino Bartali, consolidando o seu estatuto de Campionissimo. Esse gesto icónico tornou-se símbolo lendário de desportivismo e fair play no ciclismo.

5) Tom Simpson colapsa no Mont Ventoux (1967)

Um dos capítulos mais sombrios da história do Tour de France foi escrito quando o ciclista britânico Tom Simpson colapsou e faleceu devido a uma paragem cardíaca a 13 de julho de 1967, durante a 13.ª etapa. Afetado pelo calor extremo, exaustão e dores de estômago nas íngremes rampas do Mont Ventoux, o seu organismo não resistiu à combinação fatal de álcool e anfetaminas.

4) Eddy Merckx consolida a alcunha de O Canibal (1969)

O momento definidor de Merckx no Tour de France foi a sua lendária fuga em solitário durante a 17.ª etapa da edição de 1969, entre Luchon e Mourenx. Apesar de já ter uma vantagem de oito minutos, Merckx, fiel ao seu estilo, atacou a nada menos que 130 quilómetros da meta. Subiu sozinho quatro grandes colos pirenaicos e venceu a etapa com quase oito minutos de vantagem sobre o grupo perseguidor.

3) Michael Rasmussen retirado da prova (2007)

Rasmussen foi surpreendentemente retirado do Tour de 2007 pela sua equipa Rabobank quando ainda vestia a camisola amarela de líder. Apenas algumas horas depois de vencer a 16.ª etapa, foi afastado e despedido pela equipa neerlandesa por ter mentido aos superiores sobre o seu paradeiro durante os controlos antidopagem fora de competição em junho.

2) Chris Froome sobe a correr o Mont Ventoux (2016)

Num dos momentos mais insólitos da história da prova, a bicicleta do campeão em título ficou destruída após embater numa mota parada. Em vez de esperar pelo carro da equipa, Froome decidiu subir a correr as íngremes e áridas rampas do Mont Ventoux a pé, levando a bicicleta até que finalmente lhe entregaram uma de substituição.

1) A vitória por oito segundos de Greg LeMond (1989)

Quando o norte-americano Greg LeMond chegou à última etapa de contrarrelógio, estava a 50 segundos de Laurent Fignon, de França. Utilizando extensores aerodinâmicos pela primeira vez, LeMond fez um esforço sobre-humano, venceu a etapa e conquistou a vitória geral por uns impressionantes oito segundos, a diferença mais curta da história do Tour.