De regresso à Algarvia, sete anos depois da sua primeira presença, o sprinter da Alpecin-Premier Tech explicou à agência Lusa porque elegeu este ano a prova portuguesa para dar as primeiras pedaladas da época.
“O tempo é bom, corre-se bem. Há sempre sobe e desce e temos de nos esforçar. Penso que é um bom passo extra para aperfeiçoar a condição física”, declarou.
As clássicas são um “dos principais objetivos” da época para Jasper Philipsen, que, depois da Volta ao Algarve, tem no programa o denominado ‘Fim de Semana de Abertura’ e uma série de corridas de um dia, entre as quais se destacam a Milão-Sanremo, que venceu em 2024, e o Paris-Roubaix.
“Esta é uma bela corrida, com bom nível competitivo, é bom para recuperar a sensação de correr”, acrescentou o primeiro camisola amarela das últimas Volta a França, prova onde já ganhou 10 etapas, e Volta a Espanha, onde somou seis.
Sobre a sua anterior participação na Algarvia, o ciclista belga de 27 anos, conhecido pelos adeptos como Jasper Disaster, recorda ter ajudado Tadej Pogacar a conquistar a geral e também a sua primeira vitória como profissional no alto da Fóia.
“Tínhamos uma boa equipa, estávamos a lutar pela geral. Também puxei um dia na frente, o que não aconteceu muitas vezes. Foi divertido fazê-lo e alcançar o triunfo com o Pogi”, assumiu, referindo-se àquele que é um dos seus melhores amigos no pelotão.
Quarto na primeira etapa em Tavira, após ter perdido o momentum com um pequeno erro na última curva, Philipsen espera hoje estar na luta pelo triunfo na chegada a Lagos, onde no ano passado parte do pelotão se enganou no caminho devido a uma deficiente marcação no desvio dos carros.
“Penso que os organizadores tomarão todos os cuidados para nos indicar o sentido certo. Não espero qualquer problema”, disse antes da partida para os 171,5 quilómetros da quarta etapa, em Albufeira.
O vencedor da classificação por pontos no Tour 2023 revelou ter feito o reconhecimento da chegada deste sábado, definindo-a como “boa linha reta”, ideal para uma discussão ao sprint.
“As sensações são boas, mas não espero estar ainda a 100%. Com lançadores (de sprint) como estes, se as pernas estiverem bem, devo conseguir um bom resultado”, perspetivou.
A 52.ª Volta ao Algarve arrancou na quarta-feira, em Vila Real de Santo António, e termina no domingo, no alto do Malhão.
