Volta ao Algarve: Philipsen regressou à procura de "passo extra" na condição física

Jasper Philipsen está em Portugal para a Volta ao Algarve
Jasper Philipsen está em Portugal para a Volta ao AlgarveDAVID INDERLIED / DPA / DPA PICTURE-ALLIANCE VIA AFP

Jasper Philipsen escolheu a 52.ª Volta ao Algarve em bicicleta para arrancar a temporada por considerar que a prova é “um bom passo extra para aperfeiçoar a condição física” rumo às clássicas, o seu primeiro objetivo de 2026.

De regresso à Algarvia, sete anos depois da sua primeira presença, o sprinter da Alpecin-Premier Tech explicou à agência Lusa porque elegeu este ano a prova portuguesa para dar as primeiras pedaladas da época.

“O tempo é bom, corre-se bem. Há sempre sobe e desce e temos de nos esforçar. Penso que é um bom passo extra para aperfeiçoar a condição física”, declarou.

As clássicas são um “dos principais objetivos” da época para Jasper Philipsen, que, depois da Volta ao Algarve, tem no programa o denominado ‘Fim de Semana de Abertura’ e uma série de corridas de um dia, entre as quais se destacam a Milão-Sanremo, que venceu em 2024, e o Paris-Roubaix.

“Esta é uma bela corrida, com bom nível competitivo, é bom para recuperar a sensação de correr”, acrescentou o primeiro camisola amarela das últimas Volta a França, prova onde já ganhou 10 etapas, e Volta a Espanha, onde somou seis.

Sobre a sua anterior participação na Algarvia, o ciclista belga de 27 anos, conhecido pelos adeptos como Jasper Disaster, recorda ter ajudado Tadej Pogacar a conquistar a geral e também a sua primeira vitória como profissional no alto da Fóia.

“Tínhamos uma boa equipa, estávamos a lutar pela geral. Também puxei um dia na frente, o que não aconteceu muitas vezes. Foi divertido fazê-lo e alcançar o triunfo com o Pogi, assumiu, referindo-se àquele que é um dos seus melhores amigos no pelotão.

Quarto na primeira etapa em Tavira, após ter perdido o momentum com um pequeno erro na última curva, Philipsen espera hoje estar na luta pelo triunfo na chegada a Lagos, onde no ano passado parte do pelotão se enganou no caminho devido a uma deficiente marcação no desvio dos carros.

“Penso que os organizadores tomarão todos os cuidados para nos indicar o sentido certo. Não espero qualquer problema”, disse antes da partida para os 171,5 quilómetros da quarta etapa, em Albufeira.

O vencedor da classificação por pontos no Tour 2023 revelou ter feito o reconhecimento da chegada deste sábado, definindo-a como “boa linha reta”, ideal para uma discussão ao sprint.

“As sensações são boas, mas não espero estar ainda a 100%. Com lançadores (de sprint) como estes, se as pernas estiverem bem, devo conseguir um bom resultado”, perspetivou.

A 52.ª Volta ao Algarve arrancou na quarta-feira, em Vila Real de Santo António, e termina no domingo, no alto do Malhão.