Remco Evenepoel e Jonas Vingegaard conseguiram escapar juntos, aproveitando o vento. Ainda assim, o belga caiu dentro do último quilómetro, e o dinamarquês foi alcançado pelo pelotão nos metros finais.
"Foi uma loucura. Espero que ele esteja bem, porque pareceu muito louco, e não se torce por ninguém. Não é assim que quero ganhar. Foi por isso que esperei no pelotão. Não devia usar isso como vantagem. Se assim fosse, teria preferido disputar o sprint com ele", disse Vingegaard à TV 2 Sport após a corrida.
"Acho que poderia ter mantido a vantagem até ao fim (e ter ganho). Não acho digno uma queda como esta. Não sei como aconteceu. De repente, ele simplesmente voou por cima do guiador, e pareceu muito louco", continuou.
Evenepoel foi socorrido pela sua equipa e ainda conseguiu voltar a montar na bicicleta e cortar a meta, aparentemente sem ferimentos graves.
Estranhamente, Evenepoel e Vingegaard escaparam aos ventos cruzados a pouco menos de 30 km da chegada, numa etapa que, de resto, era plana. Vingegaard reagiu ao ataque de Evenepoel. Chegaram a abrir uma vantagem de 25 segundos, que foi reduzida para menos de 10 segundos nos últimos 5 km. A menos de um quilómetro do final, a dupla ainda estava na frente quando ocorreu a queda na rotunda.
"Não esperava que fosse assim, esperava um pelotão maior. Ele foi, eu saltei para o lado dele, e ele estava muito forte no plano, é muito aerodinâmico, obviamente. Muito forte neste momento. Estou feliz por ter conseguido saltar para o lado dele e trabalhar um pouco com ele", disse Vingegaard, segundo a Cycling Weekly.
Questionado sobre a cooperação entre os dois, o dinamarquês acrescentou: "Em alguns momentos não estava muito contente comigo, mas é mesmo assim, é ciclismo, temos as nossas táticas".
Enquanto Vingeegaard, após a queda, se mantinha atrás, Dorian Godon (Ineos Grenadiers) conquistou a sua segunda vitória em etapa na corrida, vencendo no sprint final à frente de Ethan Vernon (NSN Cycling) e Noah Hobbs (EF Education-EasyPost).
