“Termina uma etapa, mas a gratidão fica para sempre. É impossível olhar para trás e não lembrar a importância que este senhor teve no meu caminho”, escreveu o corredor da Movistar, numa publicação nas redes sociais.
No agradecimento ao “Senhor José Poeira”, como é respeitosamente tratado pelos ciclistas nacionais, Nelson Oliveira fala do privilégio que foi estar ao lado do selecionador “durante muitos anos”.
“Tudo o que vivi como ciclista tem muito do seu trabalho, da sua confiança e da sua visão. Aprendi, cresci e superei limites graças à dedicação que sempre teve por mim e pelo ciclismo nacional”, destacou.
Quatro vezes olímpico – é o ciclista com mais participações em Jogos – e duas vezes diplomado no contrarrelógio, o bairradino de 36 anos foi incontornável no percurso de José Poeira como selecionador nacional de estrada, sendo um inevitável nas suas convocatórias para Mundiais e Europeus.
O odemirense anunciou esta sexta-feira, em comunicado enviado à agência Lusa, que vai reformar-se e abandonar o cargo que ocupou durante quase 25 anos.
“Obrigado, por tudo o que fez, por mim e por todos nós. E principalmente por acreditar em mim”, concluiu o corredor luso com mais participações em grandes Voltas (22).
Poeira, de 66 anos, despede-se como obreiro dos maiores feitos da seleção: viu Rui Costa sagrar-se campeão mundial de fundo em 2013, um título único no ciclismo nacional, que celebrou também a medalha de prata de Sérgio Paulinho nos Jogos Olímpicos Atenas-2004.
Entre outros feitos destaque também para a inédita conquista da Taça das Nações de sub-23, em 2008, e para os títulos de vice-campeão mundial de António Morgado em júnior (2022) e sub-23 (2023) e de Nelson Oliveira no contrarrelógio de sub-23 em 2009.
