Em comunicado, a ITA revelou que Daria Pikulik, de 29 anos, aceitou o período de 18 meses de ineligibilidade, por violação das regras antidopagem, no caso três falhas de localização em 12 meses.
A corredora natural de Skarżysko-Kamienna, que além da prata olímpica no ciclismo de pista e do bronze na prova de fundo dos Europeus de estrada, ambos em 2024, já tinha sido terceira no omnium dos Mundiais de pista de 2020 – a portuguesa Maria Martins foi quarta - e conquistado seis medalhas em Europeus desta especialidade, duas de prata e quatro de bronze.
Estes pódios foram todos anteriores ao referido período de ineligibilidade, de 09 de dezembro de 2024 a 08 de junho de 2026, durante o qual foi desapossada de todos os resultados, sendo esta decisão passível de recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).
Na sua página oficial no Instagram, Daria Pikulik justifica a sua ausência competitiva desde março com esta suspensão, decorrente de falhas de localização em setembro e outubro de 2023 e, por “descuido” e uma “maior pressão profissional”, novamente em setembro de 2024.
“Passei os últimos dois anos a tentar defender o meu bom nome. Por fim, o TAS proferiu uma decisão em março de 2026, considerando-me culpada por falhar um controlo, mas sem aplicar uma sanção nessa decisão. Em setembro, acabei por ser suspensa por um período que decorreu de dezembro de 2024 a junho de 2026. Foi um período terrivelmente difícil para mim e para as pessoas mais próximas. Nunca tive a intenção de violar as regras antidopagem”, escreveu a polaca.
Daria Pikulik recorda os inúmeros controlos antidoping que realizou, sem resultados adversos, pede desculpa a quem desiludiu, agradecendo a quem a apoiou durante este período.
