COI e ISA afinam sistema de qualificação do surf para Los Angeles-2028

Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028 serão os terceiros com o surf como modalidade
Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028 serão os terceiros com o surf como modalidadeReuters

O Comité Olímpico Internacional (COI) atualizou o sistema de qualificação para o surf nos Jogos Olímpicos Los Angeles-2028, cuja competição terá lugar em Lower Trestles, na Califórnia, anunciou esta segunda-feira a Associação Internacional de Surf (ISA).

"Na sequência de uma recomendação da Associação Internacional de Surf (ISA) e de consultas com a comunidade do surf, o Conselho Executivo do Comité Olímpico Internacional (COI) aprovou uma atualização no sistema de qualificação para o surf nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028", lê-se no comunicado.

Segundo a ISA, o sistema de qualificação final, agora aprovado, altera algumas regras definidas em fevereiro, e reflete "um equilíbrio deliberado entre o reconhecimento dos melhores surfistas do mundo e a manutenção do princípio olímpico da universalidade".

Como resultado, o número de vagas de qualificação direta disponíveis através do cirucito principal (Championship Tour) da Liga Mundial de Surf (WSL) aumentou de cinco para oito.

As vagas para atletas da WSL serão atribuídas aos oito melhores atletas de cada género no ranking do Championship Tour, entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028.

O sistema de qualificação continua assente em três caminhos, através da WSL, dos Jogos Mundiais ISA e com as competições continentais a manterem papéis importantes na qualificação.

"Para manter o equilíbrio entre as três vias de qualificação acima referidas e defender o princípio da universalidade, o número máximo de atletas por país foi reduzido de três para dois", destacou a ISA.

Excecionalmente, as equipas poderão conquistar um terceiro lugar através das vagas de qualificação por equipas obtidas nos Jogos Mundiais de Surf da ISA em 2026 e 2027.

Uma mudança importante, que foi anunciada em fevereiro, é o fim da obrigatoriedade de os atletas já qualificados por outras vias terem de participar nos Jogos Mundiais ISA.

Mas os atletas do Championship Tour que "procurem a qualificação olímpica através dos Jogos Mundiais de Surf da ISA do respetivo ano serão apurados diretamente para a terceira ronda da competição", realçou a entidade.

Semelhante aos Jogos Olímpicos Tóquio-2020 e Paris-2024, os dois primeiros com a modalidade, a qualificação para Los Angeles-2028 segue um sistema hierárquico, com os eventos principais a alocarem vagas em primeiro lugar.

Assim que um comité olímpico nacional (CON) tenha qualificado dois surfistas de um género, não poderá obter vagas adicionais para esse género através de eventos de menor prioridade na hierarquia.

O surf olímpico vai contar com 48 atletas, 24 homens e 24 mulheres, com as vagas a serem atribuídas a nível individual, exceto para os lugares reservados para as equipas que vão participar nos Jogos Mundiais ISA de 2026 e 2027, que serão atribuídas aos CON com base nas equipas melhores classificadas em cada género nesses eventos.

Dos 48 atletas, oito homens e oito mulheres vão obter a classificação consoante o seu ranking até meados de junho de 2028 no circuito de elite da WSL (máximo de um por país).

Os Jogos Mundiais ISA 2028 vão atribuir sete vagas por género, também limitadas a uma por país.

Em termos continentais, os Jogos Asiáticos de 2026 vão definir um participante por género, tal como os Jogos Pan-americanos de 2027 e o Campeonato Europeu de Surf de 2027.

Os Jogos Mundiais ISA de 2027 vão oferecer uma vaga por género para a África e uma por género para a Oceânia, desde que os atletas destes países terminem no top 25 da competição.

Nos Jogos Mundiais ISA de 2026 e 2027 as equipas melhor classificadas no masculino e no feminino vão ganhar uma vaga por género para o seu país.

O país anfitrião dos Jogos (Estados Unidos) tem garantida uma vaga por género, a menos que já tenha preenchido as suas quotas através das hierarquias acima definidas.

Finalmente, está reservado um lugar por género para os países subdesenvolvidos, que têm de se candidatar para o efeito, com estes pretendentes a terem de terminar no top 40 nos Jogos Mundiais ISA de 2027 ou de 2028.

Na edição de estreia olímpica da modalidade de surf, em Tóquio-2020, Portugal contou com duas representantes no quadro feminino, Yolanda Hopkins (quinto lugar) e Teresa Bonvalot (nono), sendo que Frederico Morais também se qualificou, mas falhou a competição por estar com covid-19.

E as duas atletas lusas repetiram a presença em Paris2024, com 'Yoyo' a terminar no nono posto e 'Teresinha' em 17.º.