Comité de Ética da Federação Portuguesa de Futebol já tomou posse, com Emanuel Medeiros como presidente

Emanuel Medeiros com Pedro Proença
Emanuel Medeiros com Pedro ProençaFPF

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) empossou esta terça-feira, na Cidade do Futebol, o novo Comité de Ética, órgão que materializa um dos pilares centrais do plano de ação para a integridade, transparência e boa governação anunciado por Pedro Proença aquando da sua investidura,

Emanuel Medeiros assume a presidência do Comité de Ética, acompanhado pelos vogais José Carlos Lima, Catarina Araújo e João Paulo Almeida, numa estrutura desenhada para reforçar o escrutínio, a responsabilização e a confiança no futebol português.

O presidente da FPF assumira como eixos estratégicos a transparência, o combate à corrupção, a prevenção de conflitos de interesses e o alinhamento com as melhores práticas internacionais. É neste contexto que surge o Comité de Ética, chamado a assessorar a Direção na definição de políticas de integridade, na monitorização do cumprimento das normas internas e na emissão de pareceres sobre matérias sensíveis para a reputação da organização e do futebol português.

O órgão terá entre as suas prioridades o acompanhamento das políticas de compliance e anticorrupção, o reforço da cultura interna de integridade, a promoção de princípios claros de conduta para dirigentes, atletas e demais agentes desportivos, bem como a análise de situações suscetíveis de ferir a confiança pública.

A liderança do Comité de Ética foi confiada a Emanuel Medeiros, figura com largo reconhecimento internacional na área da integridade no desporto.

Com um percurso ligado à promoção da transparência, da boa governação e do combate à corrupção e à manipulação de resultados, Medeiros fez carreira em organismos e plataformas globais dedicados à defesa da ética desportiva, trabalhando com diferentes ligas, federações e entidades reguladoras, princípios que agora transporta para a FPF:

O Comité carrega um nome importante e isso já se si é uma responsabilidade. A ética e a integridade no Desporto são traves estruturantes de um setor que se quer reconhecido, que se quer emancipado, que se quer sustentável. O nosso trabalho enquanto membros do Comité de Ética da FPF é coadjuvar a Direção e os demais órgãos, não só nas reformas internas que são necessárias para garantir o standard de ouro em matéria de organização, funcionamento, cumprimento e observância das melhores práticas, mas também uma atenção especial às vulnerabilidades e desafios que todo o setor se confronta”, afirmou Emanuel Medeiros ao Canal 11.

Por seu lado, o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, salientou o cumprimento de mais um compromisso estratégico e vincou a importância do Comité de Ética para a FPF.

"Depois da última alteração deste modelo de Governação, a criação deste órgão é fundamental para o futuro da Federação Portuguesa de Futebol, através de um quadro de valores diferenciado. Os temas da ética, da tramsparência e da boa governação são fundamentais para o presente e futuro da FPF. Com grande satisfação, temos grandes nomes que aceitaram assumir estas funções. Este órgão é independente, irá desafiar os restantes órgãos sociais naquilo que são as boas práticas nacionais e internacionais. A FPF continua a fazer o seu caminho. Estamos perto de certificar a FPF com a Norma Anticorrupção, com o processo de Qualidade. Estamos a trabalhar nos mecanismos de autodefesa da credibiliade do futebol português. Estamos a seguir o nosso caminho, a seguir o que estava no Plano Programático, agora no Plano Estratégico, numa estratégia imaculada do que são as boas práticas nacionais e internacionais", afirmou o líder federativo.

Pedro Proença destacou o estatuto de todos os elementos que compõem o Comité de Ética e o que estes representam para a FPF. "Não se trata apenas do presidente, mas os quatro elementos São pessoas com provas dadas no que diz respeito aos atos de transparência e boas práticas, da prestação de contas às responsabilidades. A FPF dá mais um passo rumo à sua credibilização. Estamos muito satisfeitos. Para alcançar o sucesso é importante que o processo esteja definido, e que seja organizado. É esse o caminho. Estamos hoje a assegurar o presente para que o futuro seja de grande sucesso desportivo."

A criação deste Comité de Ética insere‑se, ainda, num movimento mais amplo de modernização institucional, que passa pela adoção de normas internacionais de anticorrupção, pela revisão de regulamentos internos e pela construção de canais seguros de denúncia e tratamento de irregularidades. Ao ancorar estas matérias num órgão estável, com competências próprias e liderança especializada, a Federação pretende garantir que os compromissos assumidos por Pedro Proença se mantêm para além dos ciclos diretivos e se traduzem numa cultura de integridade enraizada no quotidiano da organização.