“É natural que o meu nome surja na lista de candidatos à Nazionale. Se eu fosse presidente da federação, consideraria o meu nome”, afirmou o técnico italiano, em conferência de imprensa, após a vitória do Nápoles frente ao AC Milan (1-0).
“Já estive no banco da seleção, conheço bem o seu funcionamento”, acrescentou, lembrando a passagem entre 2014 e 2016, antes de ressalvar: “Conhecem a minha situação contratual. Vou reunir-me com o meu presidente no final da época e veremos.”
Campeão italiano logo na primeira temporada ao serviço do Nápoles, Conte, de 56 anos, tem contrato até junho de 2027, embora tenha estado perto de sair no último defeso devido a divergências com a direção.
Aurelio De Laurentiis, presidente e proprietário do clube napolitano, mostrou-se recetivo a uma eventual saída: “Se o Conte me pedisse para o libertar para voltar à seleção, penso que diria que sim.”
Ainda assim, deixou uma ressalva quanto ao contexto atual da federação: “Ele é muito inteligente e, enquanto não houver um interlocutor sério – e até agora não apareceu nenhum –, não creio que se vá imaginar à frente de uma entidade completamente desorganizada.”
Conte surge como um dos principais candidatos a assumir a seleção italiana, que atravessa um período delicado após falhar, pela terceira vez consecutiva, o apuramento para o Mundial via play-off. Massimiliano Allegri é outro dos nomes apontados.
A decisão final só deverá ser tomada após junho, já que a Federação Italiana se encontra sem presidente, depois da demissão de Gabriele Gravina, estando previstas eleições para 22 de junho, em Roma.
