Em comunicado, o organismo olímpico concretiza que, relativamente ao desporto feminino, foram apresentadas 151 candidaturas, das quais 143 - ou 95% - foram aprovadas, com os projetos apoiados a representarem um investimento de 2.197.739,42 euros, de uma dotação global de sete milhões.
“A elevada taxa de aprovação na medida do desporto feminino mostra que existe uma enorme capacidade e vontade de fazer crescer a participação feminina no desporto. Temos agora de garantir que esta oportunidade se traduz em mais praticantes, mais clubes, mais competição e maior presença feminina em todos os níveis do sistema desportivo”, salientou o presidente do COP, Fernando Gomes, citado em comunicado.
Já para a reabilitação das instalações desportivas foram recebidas 203 candidaturas, das quais apenas 85 foram aprovadas. Neste caso, o financiamento atribuído é de 2.658.741,73 euros, de uma dotação global de 10 milhões de euros.
“A execução da medida de apoio às instalações desportivas revelou, contudo, um constrangimento estrutural que o COP considera importante colocar no debate público: a existência de instalações desportivas sem licença de utilização, apesar de muitas delas se encontrarem em pleno funcionamento”, alertou o organismo.
Assim, o incumprimento deste requisito acabou por “limitar a possibilidade de aprovação de um número significativo de candidaturas”, reduzindo a taxa para 42%.
“É importante sermos rigorosos na aplicação dos recursos públicos, mas também temos de ser capazes de olhar para a realidade do país. Existem instalações desportivas antigas que funcionam há anos e que precisam deste investimento para serem requalificadas. Não podemos correr o risco de continuar a excluir estas estruturas, e no futuro seria importante que nos dessem as condições para as enquadrar de forma excecional”, apelou Fernando Gomes.
Para o COP, esta questão ganha particular relevância na fase seguinte da implementação do Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo (PNDD), tendo em conta que vão ser disponibilizados mais cerca de 12 milhões de euros no âmbito das medidas de apetrechamento e de recuperação de instalações desportivas afetadas pelas tempestades, “nas quais o enquadramento das licenças de utilização será determinante”.
Com a conclusão do processo de avaliação das candidaturas relativas às medidas de apoio ao desporto feminino e às instalações desportivas, o COP concretizou mais uma etapa na implementação do PNDD, que representa um investimento de cerca de 65 milhões de euros para o desenvolvimento desportivo nacional, anunciado pelo Governo em dezembro de 2024.
“O mais importante nestas medidas é que o financiamento não fica num plano abstrato, chega aos clubes, às instalações desportivas e às comunidades. É aí que o desenvolvimento desportivo acontece”, enalteceu Fernando Gomes.
