COP satisfeito com aumento do financiamento para LA2028, mas disponível para "ter mais"

O presidente do Comité Olímpico de Portugal, Fernando Gomes
O presidente do Comité Olímpico de Portugal, Fernando GomesJOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) manifestou esta quarta-feira satisfação com o aumento de 30% no financiamento para a preparação dos Jogos Olímpicos Los Angeles 2028, mas admitiu que “seria desejável um esforço adicional”.

“Não podemos deixar de estar contentes e satisfeitos relativamente a esse aumento. Se me pergunta se gostaríamos de ter mais, naturalmente que as federações, os atletas e os treinadores deveriam ter mais para potenciar a sua preparação”, disse Fernando Gomes.

O líder do COP falava após a cerimónia de assinatura dos contratos-programa de preparação olímpica para os Jogos Olímpicos Los Angeles 2028 entre o organismo e 22 federações desportivas, no valor global de 30 milhões de euros (ME), o que representa um aumento global de 30% em relação à preparação para Paris-2024.

No final de uma cerimónia que contou com a presença da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, o presidente do COP explicou que a distribuição do financiamento pelas federações depende do número de atletas integrados no Projeto Olímpico, estando atualmente identificados 135 atletas olímpicos e 114 esperanças.

“Esse valor repartido por federações depende do número de atletas que estejam no Projeto Olímpico. Neste momento, temos identificados 135 atletas olímpicos e 114 esperanças, e, portanto, o valor alocado a cada federação está interligado com o número de atletas”, explicou.

Fernando Gomes admitiu que Portugal ainda “está longe de níveis de excelência existentes noutros países europeus” ao nível dos Centros de Alto Rendimento (CAR), mas enalteceu o esforço que o Governo, que também se fez representar na cerimónia pelo secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, está a fazer na área.

“Dentro das nossas limitações foi feito um esforço significativo, com a recuperação e melhoria dos Centros de Alto Rendimento, tendentes a dar uma melhor preparação olímpica para que os atletas possam atingir patamares de excelência”, referiu.

O dirigente sublinhou que o objetivo passa por criar as melhores condições para que os atletas possam responder nos momentos decisivos, lembrando que a diferença entre sucesso e insucesso no desporto de alto rendimento é “muito ténue”.

Fernando Gomes recordou ainda que 2025 foi o ano em que Portugal conquistou o maior número de medalhas nas competições internacionais em que participou, incluindo o Festival Olímpico da Juventude, os Jogos Mundiais e vários campeonatos internacionais e deixou o mote para os Jogos Olímpicos Los Angeles 2028.

“É esse o objetivo que perseguimos: que cada ano seja melhor que o anterior e que 2028 seja melhor que 2024”, concluiu.

Em dezembro passado, o Governo assinou com o COP e com o Comité Paralímpico de Portugal os contratos-programa de preparação olímpica, paralímpica e surdolímpica, com um valor global de 45 ME.

Pela primeira vez, os contratos-programa assinados englobam as três dimensões desportivas, com um investimento reforçado num aumento de 30% nas vertentes olímpica e paralímpica e de 70% na vertente surdolímpica.

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