George Russell liderou a dobradinha da Mercedes, terminando à frente do seu colega de equipa Kimi Antonelli na prova de abertura da temporada, cruzando a meta com mais de 15 segundos de vantagem sobre Charles Leclerc, da Ferrari, que foi terceiro, e Hamilton, que terminou em quarto.
"Estou mesmo muito orgulhoso da equipa", afirmou o heptacampeão mundial à Sky.
"Acho que fizemos um trabalho incrível para colocar o carro neste patamar. Claro que não somos tão rápidos como a Mercedes, ainda temos trabalho pela frente, mas estamos mesmo na luta".
Hamilton referiu que o ritmo de corrida da Ferrari foi mais forte do que a qualificação indicava, depois de ter arrancado da sétima posição da grelha.
"Penso que estive muito, muito forte durante todo o fim de semana, mas a qualificação não mostrou o verdadeiro ritmo", disse.
"Tivemos alguns problemas durante a qualificação, o que fez com que partisse mais atrás do que devia".
Assim que a corrida começou, Hamilton afirmou que sentiu competitividade desde o início e acredita que poderia ter alcançado o seu primeiro pódio com a Ferrari se a prova tivesse durado um pouco mais.
"Foi uma corrida mesmo divertida e senti-me muito bem", referiu.
"Estava claramente a aproximar-me do Charles no final. Mais uma ou duas voltas e penso que o teria ultrapassado — talvez bastasse uma ou duas voltas a mais".
Apesar de reconhecer que a Mercedes tem uma vantagem clara neste início de época, Hamilton considera que a diferença não é impossível de anular.
"Temos muito trabalho pela frente para apanhar a Mercedes, mas não é impossível", afirmou.
"Acredito mesmo que conseguimos encurtar a diferença. Não vai ser fácil porque é bastante significativa, sobretudo numa volta lançada. Precisamos de perceber se se trata de potência do motor ou da bateria, mas o carro é tão rápido nas curvas como o deles, por isso temos de continuar a insistir", concluiu o britânico.
