Segundo o comunicado, "após uma análise minuciosa e devido à persistente situação no Médio Oriente", foi tomada a decisão de não realizar o Grande Prémio do Bahrein e da Arábia Saudita, em abril.
Stefano Domenicali, diretor da Fórmula 1, classificou esta decisão como "difícil", sublinhando que "nas atuais circunstâncias no Médio Oriente, infelizmente é a decisão correta".
Mohammed bin Sulayem, presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), destacou que "a segurança e o bem-estar da nossa comunidade e dos nossos colaboradores são sempre prioritários".
O Bahrein e a Arábia Saudita são as primeiras corridas canceladas nos últimos três anos. Na temporada de 2023, o Grande Prémio da Emília-Romanha, em Imola, não se realizou devido a chuvas intensas na região. Ainda em fevereiro deste ano, a Fórmula 1 realizou testes no Bahrain International Circuit.
Já em 2011 houve um cancelamento
A corrida no Bahrein já tinha sido cancelada uma vez em 2011, devido a graves distúrbios políticos. Em 2022, rebeldes Houthi atacaram uma refinaria perto do circuito de corridas em Jeddah, na Arábia Saudita, e também foi ponderada uma alteração ao calendário. Nessa altura, os organizadores decidiram prosseguir com o fim de semana de corridas.
Porque foram canceladas duas corridas?
No final de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram ataques aéreos contra o Irão. Como resultado desses ataques, morreram o líder supremo, o Aiatolá Ali Khamenei, e outros membros do governo iraniano. Teerão respondeu com ataques contra Israel, bem como contra vários países do Golfo Pérsico e instalações americanas na região. Entre os afetados estiveram, entre outros, a Arábia Saudita e a capital do Bahrein, Manama.
