Fórmula 1: Antonelli teme perda de ritmo na pausa e rivais a aproximarem-se em Miami

Kimi Antonelli, líder do Mundial
Kimi Antonelli, líder do MundialREUTERS/Kim Kyung-Hoon

Líder do Mundial e protagonista da Kimi-manía após os triunfos na China e no Japão, Kimi Antonelli aproveitou a pausa no calendário para regressar à tranquilidade de San Marino. Em entrevista à Sky, o jovem prodígio da Mercedes abriu o jogo sobre o momento atual da carreira e a forma como encara este interregno competitivo antes do Grande Prémio de Miami.

Apesar de reconhecer a necessidade de descanso, Antonelli não esconde que preferia estar em pista para não quebrar a inércia vitoriosa das últimas semanas.

"Claro que, no fundo, é uma pena termos uma paragem tão longa, mas ao mesmo tempo não me queixo muito porque posso passar vários dias em casa. E isso é importante, porque foi um início de época bastante intenso, muito exigente. Até a pré-época foi muito dura, por isso é sempre bom e necessário poder estar alguns dias aqui em casa", admitiu o piloto.

A paragem, contudo, traz preocupações ao nível do equilíbrio de forças no grid. Questionado sobre se este mês sem corridas o incomoda, a resposta foi clara.

"Sim, também porque já sinto falta do circuito. Chateia-me porque quando atravessas uma fase tão importante... Vimos de um início de temporada positivo, o carro está a funcionar mesmo bem. Esta pausa dá mais hipóteses aos rivais para se aproximarem, embora tenha a certeza de que a equipa está a trabalhar ao máximo. Mas também a nível de piloto, a nível pessoal, preferia continuar a competir, porque agora com a paragem perde-se um pouco o ritmo", analisou.

O italiano mantém os pés no chão quanto ao futuro próximo, alertando que a concorrência não vai baixar os braços: "Ainda tenho de melhorar, os rivais vão chegar mas nós também não ficamos parados".

Pelo meio, Antonelli comentou ainda a atualidade do futebol transalpino e a ausência da seleção italiana do Campeonato do Mundo, com uma alfinetada à polémica em torno das palavras do ex-presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gravina, sobre o estatuto "amador" de outras modalidades.

"Além disso, nós praticamos um desporto de amadores...", ironizou o piloto, antes de recordar o Europeu conquistado pela Itália.

"Obviamente é uma pena não irmos ao Mundial este ano... Tenho uma recordação muito bonita do Europeu: lembro-me de estar em corrida em Nápoles, em Sarno, e depois de vencer, a minha mãe e eu corremos para o carro e fomos para casa o mais depressa possível porque queríamos ver a final do Europeu. Foi um momento muito especial, porque ver a seleção a disputar o Europeu foi realmente marcante. Claro que fiquei muito triste por não ver a seleção qualificar-se para o Mundial. É mais uma motivação para tentar continuar a levar a Itália ao topo no meu desporto", concluiu