Apesar de reconhecer a necessidade de descanso, Antonelli não esconde que preferia estar em pista para não quebrar a inércia vitoriosa das últimas semanas.
"Claro que, no fundo, é uma pena termos uma paragem tão longa, mas ao mesmo tempo não me queixo muito porque posso passar vários dias em casa. E isso é importante, porque foi um início de época bastante intenso, muito exigente. Até a pré-época foi muito dura, por isso é sempre bom e necessário poder estar alguns dias aqui em casa", admitiu o piloto.
A paragem, contudo, traz preocupações ao nível do equilíbrio de forças no grid. Questionado sobre se este mês sem corridas o incomoda, a resposta foi clara.
"Sim, também porque já sinto falta do circuito. Chateia-me porque quando atravessas uma fase tão importante... Vimos de um início de temporada positivo, o carro está a funcionar mesmo bem. Esta pausa dá mais hipóteses aos rivais para se aproximarem, embora tenha a certeza de que a equipa está a trabalhar ao máximo. Mas também a nível de piloto, a nível pessoal, preferia continuar a competir, porque agora com a paragem perde-se um pouco o ritmo", analisou.
O italiano mantém os pés no chão quanto ao futuro próximo, alertando que a concorrência não vai baixar os braços: "Ainda tenho de melhorar, os rivais vão chegar mas nós também não ficamos parados".
Pelo meio, Antonelli comentou ainda a atualidade do futebol transalpino e a ausência da seleção italiana do Campeonato do Mundo, com uma alfinetada à polémica em torno das palavras do ex-presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gravina, sobre o estatuto "amador" de outras modalidades.
"Além disso, nós praticamos um desporto de amadores...", ironizou o piloto, antes de recordar o Europeu conquistado pela Itália.
"Obviamente é uma pena não irmos ao Mundial este ano... Tenho uma recordação muito bonita do Europeu: lembro-me de estar em corrida em Nápoles, em Sarno, e depois de vencer, a minha mãe e eu corremos para o carro e fomos para casa o mais depressa possível porque queríamos ver a final do Europeu. Foi um momento muito especial, porque ver a seleção a disputar o Europeu foi realmente marcante. Claro que fiquei muito triste por não ver a seleção qualificar-se para o Mundial. É mais uma motivação para tentar continuar a levar a Itália ao topo no meu desporto", concluiu
