Fórmula 1: Haas revela o carro para a nova temporada

Haas espera ser mais competitiva em 2026
Haas espera ser mais competitiva em 2026NICOLAS ECONOMOU / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

A Haas apresentou o seu novo visual para 2026 esta segunda-feira, com a equipa mais pequena da Fórmula 1 a esperar uma época de desenvolvimento acelerado e os pilotos a adaptarem-se a uma forma diferente de competir.

A equipa norte-americana, que entra na sua 11.ª temporada e tem a Toyota Gazoo Racing como patrocinadora principal, divulgou imagens digitais do VF-26, o carro que será conduzido pelo francês Esteban Ocon e pelo britânico Ollie Bearman.

"É quase surreal estar a apresentar um novo carro tão cedo no ano", afirmou o chefe de equipa Ayao Komatsu numa sessão de perguntas e respostas da equipa.

"Foi um esforço monumental de todos na equipa para conseguir trabalhar com um prazo tão apertado desde o final da última temporada até colocar os carros em pista em janeiro".

O desporto está prestes a iniciar aquela que poderá ser a maior revolução técnica de sempre, com uma nova era de motores e aerodinâmica. Os testes arrancam à porta fechada em Barcelona a 26 de janeiro.

A última temporada terminou em Abu Dhabi a 7 de dezembro, com a Haas, equipada com motores Ferrari, a terminar em oitavo lugar na classificação geral.

"Acho que podemos esquecer tudo o que aprendemos desde os karts sobre como ser rápido, mas vai ser interessante aprender um novo estilo de condução e, com sorte, encontrar velocidade com isso", disse Ocon.

"Todos os nossos sentidos, aquilo que sentimos – vamos ter de pensar muito mais enquanto conduzimos sobre o que fazer para sermos mais rápidos".

Novos motores podem trazer grande variedade

A nova geração de carros será mais estreita e leve, com pneus mais finos e uma divisão 50/50 entre combustão interna, utilizando combustível sustentável, e energia elétrica.

Os pilotos vão poder ativar o modo de impulso para obter potência máxima do motor e da bateria, em qualquer parte do circuito, ao pressionar um botão, enquanto o modo de ultrapassagem substitui o antigo Sistema de Redução de Arrasto (DRS).

Os carros também contam com elementos móveis nas asas dianteira e traseira.

Komatsu prevê uma "grande variedade" entre as equipas no início, devido às novas unidades motrizes e às alterações aerodinâmicas.

A Mercedes fornece motores a quatro equipas e a Ferrari a três, incluindo os estreantes Cadillac, enquanto a Red Bull equipa duas com a sua própria unidade e a Audi e a Honda (Aston Martin) fornecem motores a uma cada.

"No lado aerodinâmico, está completamente aberto e o desenvolvimento vai acontecer rapidamente", afirmou Komatsu. "Uma hierarquia pode estabelecer-se nas primeiras quatro corridas de forma bastante rápida, mas acredito que vai ser uma temporada muito dinâmica".

"O que se vê na primeira e na segunda corrida, espero que seja totalmente diferente quando chegarmos às últimas provas do ano".

Ocon disse que o Haas apresentava bom equilíbrio e aderência no simulador e espera que o maior desafio seja na gestão do motor e da parte híbrida.

Bearman, estreante na última temporada, afirmou que entrar no desconhecido tem o seu lado positivo e negativo.

"Por um lado, sinto que podemos realmente ter impacto logo de início, mas também é terrível não saber", disse o jovem de 20 anos.

"Não sabemos como nos posicionamos e só vamos descobrir na qualificação na Austrália. Mesmo assim, sinto que nas primeiras corridas a fiabilidade vai ser um fator importante. Vão existir equipas e pessoas a cometer erros com estas novas regras. Vai ser difícil estabelecer uma verdadeira hierarquia".